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    EUA: Fabricar "terroristas" para depois os "combater"
    13 de Setembro de 2007
    Segundo a Newsweek (aquiLigação externa), os Estados Unidos planeiam um novo comando estratégico para estender ao Corno de África a "guerra global contra o terrorismo". Já intervieram na Somália - apoiando primeiro os senhores da guerra locais e depois a invasão deste país pela Etiópia - para minar o regime fundamentalista da União dos Tribunais Islâmicos (UTI), que segundo os EUA teria ligações com a al-Qaeda. O site Roads To Iraq comenta: Claro que para combater "terroristas" é preciso primeiro criá-los. Uma reportagem exclusiva da Al-Jazira (árabe) mostra um cidadão estadunidense, num campo de treino da UTI, a dar formação aos jihadistas para o uso de armas e de bombas. Chama-se Abu Mansur al-Amriki ["o americano"]. No vídeo, ele explica que veio dos EUA para a Somália para ajudar os mlitantes e treiná-los. RoadsToIraq.com (artigo completo e vídeo aquiLigação externa)
    Refugiados iraquianos já não têm para onde fugir
    13 de Setembro de 2007
    O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados declarou que a nova exigência de vistos de entrada por parte da Síria vem bloquear a última saída de refúgio para os iraquianos que fogem da violência no seu país. [Esta decisão] "significa, na prática, que já não existe nenhum lugar seguro fora do Iraque para os iraquianos que fogem à perseguição e à violência. Calcula-se que, em cada dia, 2.000 iraquianos fogem de casa dentro do Iraque, por isso nos preocupa tanto a sua sorte, pois estão muito limitadas as suas opções de lugares seguros", disse Ron Redmond, porta-voz do UNHCR cujo alto-comissário é António Guterres. Notícias completas em UNHCRLigação externa e Voices of Iraq
    Penas capitais aplicadas sob a ocupação são ilegais
    8 de Setembro de 2007
    Em 28 de Dezembro de 2006, o juiz Madhat Mahmud informou o 'primeiro-ministro' Maliki de que, a menos que as condenações à morte de Saddam, Barazn e Bandar fossem da responsabilidade da 'Presidência', isto é, de [o 'Presidente'] Talabani e dos dois 'vice-presidentes Mahdi e Hashimi, então as execuções não seriam legais nem constitucionais. As execuções foram realizadas sem essa responsabilização. Uma nova série de penas capitais está eminente, entre elas a de Sultan Hashim, ministro iraquiano da Defesa, e Hussein Rachid, vice-chefe operacional do Estado-Maior. Estes oficiais iraquianos de elite, com excelente reputação entre os seus pares, e no povo iraquiano, tiveram um julgamento irregular, politicamente motivado e com interferência descarada de um governo pró-iraniano. Um decreto do Conselho da Shura, instância jurídica mais elevada do Iraque, publicado em 30 de Agosto último, reitera a posição legal acima referida acerca da pena capital. Imad Khaduri, Free Iraq (artigo de origem, em inglês, aquiLigação externa ou aquiLigação externa)
    Destruição de património: um filme impressionante
    6 de Setembro de 2007
    O filme Apagar a memória: A destruição cultural do Iraque (28 minutos), produzido pela DeepDishTV, e que se pode visionar no site The Archaeology ChannelLigação externa, mostra de forma assaz chocante a terrível destruição dos mais antigos tesouros da civilização humana, nos museus e arquivos do Iraque, a seguir à invasão do país em 2003 pelos EUA. Nessa altura, milénios de história foram bombardeados, saqueados e destruídos. Com eles, perdemos uma grande parte da nossa memória e do nosso conhecimento do Iraque, berço da civilização humana.Muitas das imagens aqui mostradas vêm dos dias e dos locais onde se deu a destruição. É um caso exemplar da perda de património cultural precioso tantas vezes provocada pelas guerras. (uruknet.info)
    Surpresa seria se não fosse "surpresa"
    6 de Setembro de 2007
    "Surpresa" mesmo, seria se Bush fizesse alguma visita pré-anunciada ao Iraque. Ou se ele reconhecesse que a necessidade de aparecer no Iraque "de surpresa" desmente as suas declarações de que está a fazer progressos. A repórter da CNN apenas informou os telespectadores de que Bush aterrou no Iraque em plena luz do dia e vendeu-lhes isso como um sinal de progresso. Mas uns minutos antes, ela tinha referido que a base aérea onde Bush aterrou tem um perímetro de segurança de 20 km, protegido por 10.000 soldados; por isso, dificilmente Bush poderia estar em perigo mesmo que anunciasse a visita no Baghdad Times. Mas a CNN tinha de dar a ajudinha do costume: não me espantava que a referência à "aterragem à luz do dia" tenha sido um dos "tópicos" distribuídos pelo serviço de imprensa da Casa Branca. Eli Stephens, Left I on the NewsLigação externa / Uruknet.deLigação externa
    Samarra sob ataque dos EUA
    6 de Setembro de 2007
    Os habitantes da cidade de Samarra estão a fugir perante violentos combates entre as forças estadunidenses e a resistência. Há mais suspeitas de crimes de guerra dos EUA, dizem os habitantes. "No domingo 26 de Agosto, houve confrontos violentos entre combatentes iraquianos e tropas dos EUA no bairro de Armushiya, e eu vi os estadunidenses a retirar muitos dos seus soldados em macas", disse à IPS um fugitivo de Samarra para Bagdade que só quis falar sob anonimato. "De costume os estadunidenses vingam-se bombardeando o bairro". Uma mulher, também fugitiva, que disse chamar-se Iman, disse à IPS que as tropas estadunidenses "cometeram mais um crime na área residencial da fábrica de medicamentos, bombardeando uma casa e matando uma mulher e os seus sete filhos que lá estavam". Ali al-Fadhily, IPS (crónica completa em inglês aquiLigação externa ou aquiLigação externa)
    Efeitos da ocupação
    5 de Setembro de 2007
    Ainda a propósito da situação provocada pela ocupação britânica, o International Crisis Group declarou: “A cidade (Bassorá) está controlada por milícias que parecem mais poderosas e mais autónomas que nunca”. (artigo em inglês aquiLigação externa)
    A guerra está perdida
    5 de Setembro de 2007
    Uma sondagem publicada em 3 de Setembro pela BBC revela que 52% dos britânicos estão convencidos de que a guerra no Iraque está perdida, e 42% acham que as tropas do Reino Unido devem sair. Significativo é também o facto de um terço dos inquiridos considerarem que a presença das tropas britânicas agrava a situação no Iraque. (artigo em inglês aquiLigação externa)
    Falhanço absoluto
    5 de Setembro de 2007
    Comentando a retirada das tropas britânicas de Bassorá, justificada pelo governo de Gordon Brown com o argumento de que a situação na zona estaria normalizada, o jornal The Independent afirma: “No que respeita a instalar um governo seguro em Bassorá e uma vida decente para a sua população, o falhanço britânico foi absoluto”. (artigo em inglês aquiLigação externa)
    Os médias como arma de guerra
    4 de Setembro de 2007
    "Vocês publicaram tudo da maneira que nós vos dissemos", disse, a rir, o general Schwarzkopf aos jornalistas, no dia seguinte ao cessar-fogo da 1ª Guerra do Golfo, em 1991. Numa longa análise sobre factos concretos, Malcom Lagauche mostra como os médias dominantes (agências noticiosas, canais televisivos, grandes jornais) sabotaram a informação pública acerca dos bombardeamentos contra as populações civis de Bagdade, do testemunho de Ramsey Clark na sua visita ao Iraque, do Tribunal Internacional sobre Crimes de Guerra, realizado em Nova Iorque em Fevereiro de 1992, etc. São espectaculares as mentiras e as evasivas dos responsáveis desse "jornalismo" de pura propaganda - que ele cita com os seus nomes e cargos. A utilização dos grandes médias como arma de guerra teria sido, segundo Ramsey Clark, sistematizada aquando da invasão de Granada (nas Antilhas) pelas tropas dos EUA, em 1983. Malcom Lagauche (artigo completo em inglês aquiLigação externa)
    Tal pai, tais filhotes
    31 de Agosto de 2007
    David Corn, do jornal dos EUA The Nation, teve acesso a um relatório semi-secreto sobre a corrupção no governo fantoche iraquiano, elaborado por uma comissão iraquiana "independente". Segundo este relatório de 70 páginas, o governo Maliki mostrou-se "incapaz de fazer cumprir as leis anti-corrupção" e, pior ainda, o governo impediu as investigações de fraudes e de crimes no seu próprio seio. A corrupção "é a norma na generalidade dos ministérios". Esse facto teria "consequências estratégicas na diminuição da base de apoio ao governo apoiado pelos EUA e no aumento dos apoios financeiros à resistência e às milícias iraquianas". É caso para dizer que os fantoches iraquianos são bons discípulos: logo na primeira fase da ocupação, o chefe da autoridade provisória, Paul Bremer, foi incapaz de explicar o paradeiro de mais de 12 mil milhões de dólares... O longo artigo do The Nation, em inglês, encontra-se aquiLigação externa. The Nation / TMI
    Serviços secretos privados
    27 de Agosto de 2007
    A Defense Intelligence Agency [serviços secretos militares dos EUA] está a transferir "tarefas ultra-secretas de análise e inquirição" para empresas privadas contratadas, no valor de mais de 1000 milhões de dólares. Isto deixa prever que mercenários, e não oficiais juramentados, irão conduzir operações secretas, missões de espionagem, "entregas" ilegais ("renditions"), vigilância - todo o perigoso complexo de actividades na sombra que até agora têm sido da mais sensível responsabilidade do governo. (The Washington PostLigação externa, The Boston GlobeLigação externa)
    Se já antes, com os serviços secretos na alçada do Estado, era quase impossível controlar as suas actividades, a partir do momento em que tais acções entram na esfera privada a arbitrariedade passa a ser ainda mais absoluta. O poder, deste modo, não só entrega ao capital privado mais uma fabulosa fonte de lucros, como liberta as empresas envolvidas e os seus agentes de qualquer tutela legal - a exemplo dos mercenários a actuar no Iraque, cujo número já se conta em mais de 100.000. (TMI-AP)
    Espancado até à morte
    27 de Agosto de 2007
    O serviço de imprensa da Asrana ["Os Nossos Prisioneiros", ONG palestiniana] em Jerusalém acusa as autoridades da prisão de Ramia, em Israel, da morte do preso palestiniano Umar Masalmah, de 24 anos, originário de Hebron. Masalmah estaria de boa saúde apenas dois dias antes de morrer, no sábado. Munqith Abu Roumi, director da Arsana disse: "Confirmámos, através dos outros presos, que Masalmah foi agredido e espancado até à morte pelos soldados israellitas". Ma'an News (notícia aquiLigação externa)
    Vão perder
    24 de Agosto de 2007
    Nalgumas capitais ocidentais, diz-se que, antes da retirada total, o governo de Bush vai experimentar a opção do recuo das tropas para bases militares no interior do Iraque. Mas há especialistas que garantem que isso nada vai resolver, já que a Zona Verde ultra-fortificada de Bagdade é atacada a um ritmo quase diário. Aliás, as opções do recuo para bases ou da concentração das tropas foram testadas no Vietname e acabaram numa derrota humilhante. No que quer que apostem os EUA, eles vão perder. Voltairenet.org (aritgo completo aquiLigação externa)
    O homem está perturbado
    24 de Agosto de 2007
    Depois de, durante a manhã, ter feito severas críticas com ameaças mal veladas, Bush, à tarde, cobriu de elogios o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki. Essas declarações contraditórias, na boca do presidente da maior potência mundial, constituem um precedente protocolar desconhecido mesmo nos países mais fracos. Para a maior parte [dos analistas e observadores], o comportamento de Bush é mais do que um lapso ou uma extravagância. Ele ilustra o falhanço militar estadunidense no Iraque e a confusão política que reina no seio do seu governo sobre a atitude a adoptar para com aquele país. Voltairenet.org (artigo completo em francês aquiLigação externa)
    "Bons efeitos"
    17 de Agosto de 2007
    O boletim da Força Aérea dos EUA do passado dia 2 de Agosto, publicado no site oficial da USAF, anuncia às tantas: «Um avião Lancer B-1B da Força Aérea lançou uma bomba teleguiada 31-s contra inimigos acoitados na orla de um bosque perto de Baghran. Informam-nos de que o lançamento da bomba teve bons efeitos». No terreno, a realidade era bastante diferente. Gul Wali, de 18 anos, foi um dos feridos e conta: "Caíam bombas por todo o lado, do céu para o meio das árvores, vi pedaços de carne e de ossos. Eram aldeões, pessoas inocentes. Tinham vindo para a mela [mercado de aldeia tradicional ao ar livre], para comprar comida para as famílias. Em vez disso, acabaram à procura dos seus entes queridos nas pilhas de cadáveres". Na ausência de lojas, a maior parte das comunidades monta uma pequena feira ao ar livre, onde vêm com artesanato, gado, produtos agrícolas e roupas para trocar ou vender. A mela situava-se na orla do bosque, junto do santuário de Ibrahim Shah Baba, no local indicado pelo boletim da Força Aérea estadunidense. Marc W. Herold, Universidade de New Hampshire (artigo completo em inglês aquiLigação externa ou aquiLigação externa)
    Imagens do Iraque pós-"libertação"
    15 de Agosto de 2007
    Num vídeo impressionante (apesar de só durar 2'34"), dezenas de famílias deslocadas sofrem depravação, pobreza e doenças, e vivem no meio de montes de lixo. Cerca de 600 famílias iraquianas foram forçadas a abandonar casas e parentes por razões de segurança e económicas. Construiram casebres de lata no meio do lixo e dos charcos poluídos. Sim, estas são imagens do berço da civilização. O Iraque é rico em recursos naturais e tem uma terra fértil, mas o seu povo está a morrer de fome, de sede e a sofrer com a emigração forçada e a violência. AquiLigação externa pode ver-se o vídeo e ler-se a tradução do comentário em português (Baghdad Satellite Channel / Uruknet)
    Karl Rove, o "arquitecto", abandona o navio
    15 de Agosto de 2007
    Anunciada só agora, a decisão fora tomada em Novembro quando os democratas ganharam o controlo do parlamento dos USA: a eminência parda do regime Bush - a quem alguém chamou "o Goebbels de Bush" - decidiu cessar as suas funções no fim deste mês. Karl Rove tem sido o sinistro estratega de comunicação de Bush, que ajudou a guindar-se até à presidência, sobretudo limitando as suas gafes verbais e incitando-o a seduzir o eleitorado fundamentalista cristão. Grande admirador e discípulo de Richard Nixon, fez disso a sua profissão abrindo um gabinete especializado em manobras políticas de bastidores. No seu percurso, os "suicídios" duvidosos, as conivências com variados movimentos da extrema-direita e os seus laços com a Enron (gigantesca falência fraudulenta a que também esteve associado o vice-presidente Cheney) demonstram que, por trás do discurso moralista de Bush, se esconde um patife sem escrúpulos, capaz de tudo para satisfazer as suas ambições políticas. (TMI / BBCLigação externa / VoltairenetLigação externa)
    Território dos Estados Unidos, segundo Juan Cole
    14 de Agosto de 2007
    O conhecido colunista online Juan Cole, que se tem empenhado em justificar o genocídio dos sunitas do Iraque sob a capa de nebulosas posições de crítica à guerra, escreve no seu blogueLigação externa; "Guerrilheiros árabes sunitas alvejam linhas aéreas civis nos EUA". No link fornecidoLigação externa, do New York Times, encontra-se o título "Piloto diz que míssil foi disparado contra avião de linha no norte do Iraque", e no artigo não se fala de "guerrilheiros árabes sunitas"... Mas, sobretudo, considera Cole que o Iraque é "território dos Estados Unidos"? Talvez, de futuro, o especialista do Médio Oriente Juan Cole preste mais atenção ao que publica no seu blogue, ou deixará de ser convidado para dar conferências no Departamento de Estado dos EUA. The Cat's Dream (em inglês aquiLigação externa)
    Redefinir "violação", segundo o governo EUA
    13 de Agosto de 2007
    Nenhuma disposição legal ou humanitária autoriza a tortura, mesmo em condições de guerra. Talvez por isso, o "Military Commissions Act" dos EUA (de 2006) exclui efectivamente a violação da definição de tortura. A lei, propugnada pelo presidente Bush, exige prova específica da intenção de cometer tortura. Mas a motivação é muito difícil de provar nos casos de agressão sexual porque o acusado pode sempre dizer que a motivação era a satisfação sexual e não a tortura. A lei limita a noção de violação à penetração sexual (na lei internacional e na maior parte dos Estados dos EUA adopta-se uma definição mais abrangente). A nova lei também condiciona a agressão sexual à existência de contacto físico, excluindo assim muitas formas de abuso sexual que as forças dos EUA cometeram no Iraque, como a desnudação forçada e as ameaças e humilhações sexuais. Segundo esta lei, só a penetração coercida e pela força é considerada violação. Deste modo, as fotos da investigação do general Taguba de um polícia militar estadunidense "a fazer sexo" com uma mulher iraquiana não seriam prova de violação, pois não estabelecem necessariamente a coerção. No entanto, as leis internacionais e dos EUA reconhecem que a violação ocorre sempre que a vítima não dá o seu consentimento livre e voluntário. Numa relação sexual caracterizada por uma extrema disparidade de poder (tal como entre um guarda prisional e um detido) o consentimento torna-se um conceito nebuloso. A nova lei de Bush, por isso, autoriza efectivamente a violência contra as mulhares pelas tropas dos EUA. (madre.org, artigo original em inglês aquiLigação externa)

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