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    23 de Agosto de 2010
    Noam Chomsky
    Os fuzileiros estão a enfrentar um problema que sempre espreitou os conquistadores, e que é muito familiar para os Estados Unidos, desde o Vietnam. Em 1969, Douglas Pike, o mais importante acadêmico governamental nos assuntos do Vietnam lamentou que o inimigo – a Frente de Libertação Nacional (FLN) – era o único partido político verdadeiramente baseado nas massas no Vietnam do Sul”.
    Qualquer esforço para competir politicamente com esse inimigo seria como um conflito entre uma sardinha e uma baleia, reconheceu Pike.
    22 de Julho de 2010
    Khalid Waleed

    O governo interino iraquiano está confrontado com tumultos e manifestações que surgiram em todo o país em protesto contra a grave escassez de electricidade.

    A fúria tem vindo a aumentar há semanas devido aos cortes contínuos de energia e à subida de preços dos combustíveis – resultante da procura de geradores, e a terem parado os esforços para a formação do novo governo.

    Pelo menos dois manifestantes foram mortos em 19 de Junho, na cidade de Bassorá quando as forças de segurança abriram fogo contra a multidão enfurecida, depois de a electricidade ter sido reduzida para menos de duas horas por dia.

     
    15 de Julho de 2010
    John Catalinotto

    O governo espanhol sabotou uma conferência internacional que devia ter tido lugar na região autónoma das Astúrias, no noroeste do país, com a presença de representantes da Resistência iraquiana. Isto significa que a Espanha apoia abertamente o regime de ocupação imposto pelos EUA em Bagdad.

    A haver-se realizado a conferência, o governo espanhol teria aberto a porta a conversações entre a União Europeia e os únicos representantes legítimos do povo iraquiano.

     
    10 de Julho de 2010
    Comité para a Protecção dos Jornalistas

    O Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com o desaparecimento de Saad al-Aossi, editor do semanário crítico Al-Shahid. Al-Aossi foi levado de casa no centro de Bagdad no dia 14 de Abril de manhã, por uma descrita “força conjunta de polícias e soldados”, segundo relatos locais. Mais de dois meses depois do seu desaparecimento, a situação em que se encontra continua sem ser conhecida.

     
    1 de Julho de 2010
    Mike Prysner
    Disseram-me que lutaríamos contra terroristas. O verdadeiro terrorista era eu, e o verdadeiro terrorismo é essa ocupação. O racismo dos militares tem sido, durante muito tempo, uma ferramenta importante para justificar a destruição ou a ocupação de outro país. Tem sido usado há muito tempo para justificar a morte, subjugação ou tortura de outro povo. O racismo é uma arma vital usada por esse governo. É uma arma mais poderosa do que uma espingarda, um bombardeiro ou um navio de guerra. É mais destrutivo do que um projectil de artilharia, um anti-bunker ou um míssil Tomahawk.
    25 de Junho de 2010
    Dahr Jamail

    O exército israelita atacou uma flotilha de activistas da paz internacional, matando 19 civis inocentes que transportavam 10,000 toneladas de ajuda para romper o bloqueio israelita a Gaza.

    Esta não é a primeira vez que o exército israelita atacou uma entidade não agressiva em águas internacionais. No dia 8 de Junho de 1967, quando navegava em águas internacionais, um navio dos serviços de informação da marinha norte-americana, USS Liberty foi atacado por forças aéreas e navais do estado de Israel. Dos 294 tripulantes da Liberty, mais de metade foram mortos ou feridos. Mais de 40 anos depois, os sobreviventes continuam a pedir justiça.

    As forças israelitas atacaram com pleno conhecimento que o Liberty era um navio norte-americano, mas os sobreviventes foram proibidos, sob juramento, de contar a história em público aos norte-americanos.

     
    17 de Junho de 2010
    John Catalinotto

    Um político imperialista foi obrigado a demitir-se no dia 31 de Maio, não devido a nenhum escândalo nem mesmo por ter sido apanhado a mentir publicamente. Desta vez o Presidente Alemão Horst Köhler, do Partido Democrata Cristão (CDU), foi obrigado a resignar por dizer a verdade sobre o papel da Alemanha na guerra do Afeganistão.
    Ao falar à Deutschlandradio no dia 22 de Maio, durante uma visita às tropas no Afeganistão, Köhler deixou escapar: “Mas a minha opinião é que, acima de tudo, nós começamos a compreender, mesmo a sociedade em geral, que um país da nossa dimensão, virado para o mercado externo e por isso também dependente do mercado externo, tem que estar ciente que em caso de dúvida quanto a uma emergência, a acção militar também é necessária para proteger os nossos interesses.”

    6 de Junho de 2010
    Malcom Lagauche

    Os cidadãos norte-americanos, na sua maior parte, são ingénuos e acreditam em tudo o que os seus governantes dizem acerca da segurança. Basta mencionar “segurança” e um político fica com o caminho livre para gastar milhares de milhões de dólares, ao inventar algum plano ridículo para”reforçar a segurança do povo norte-americano”. Poucos põem objecções ou mostram a falta de lógica de tais planos.

     
    25 de Maio de 2010
    Robert Fisk

    Era proibido bater, admitiu “o Monstro”, mas os presos podiam ser ameaçados com “cenários de pesadelo” como o de serem entregues ao Egipto ou a Israel onde, segundo o Globe and Mail do Canadá, “desapareceriam”. Isto diz-nos muito sobre Israel. Ou o que os norte-americanos pensam de Israel. E muito faz pensar também sobre o Egipto. Devo acrescentar que Khadr, que tem agora 23 anos, foi gravemente ferido quando foi trazido para Bagram. Como Corsetti disse, “Ele era um miúdo de 15 anos, com três buracos no corpo, e um monte de estilhaços na cara.”

     
    17 de Maio de 2010
    James Circello

    O exército norte-americano retirou de uma base no recôndito Vale Korengal no Afeganistão, depois de passar quatro anos a tentar ganhar o controlo do terreno. As forças norte-americanas até negociaram os termos da sua derrota, pagando aos combatentes da resistência e deixando-lhes a base completamente intacta, em edifícios, combustível, geradores e equipamento militar, de forma a poder retirar tranquilamente do vale.

    O autor é veterano da guerra do Iraque e co-fundador do March Forward! , e desertou do exército recusando as ordens para ir para o Afeganistão em 2007.

    12 de Maio de 2010
    Aljazeera.net

    A coligação Iraqiya, que ganhou a maior parte dos lugares nas eleições parlamentares do Iraque a 7 de Março, afirmou que uma aliança entre os dois principais blocos Xiitas do Iraque é uma acção sectária “orquestrada pelo Irão”.

    “É óbvia a marca do Irão na forma como a aliança foi fundada e anunciada,” disse à Al Jazeera, o porta-voz da Iraqiya, Haidar al-Mulla.
    A lista apoiada por Sunitas e liderada por Iyad Allawi, antigo primeiro-ministro, também acusou Nouri al-Maliki, o incumbente primeiro-ministro, e os seus aliados de se agarrarem ao poder à custa do povo Iraquiano.

     
    7 de Maio de 2010
    Marwan Abado

    Um cantautor palestiniano relembra a sua passagem por Portugal, há dois anos, quando veio participar em quatro concertos de solidariedade, junto com outros músicos iraquianos e portugueses. Por Marwan Abado

     
    1 de Maio de 2010
    Abdu Rahman, Dahr Jamail

    O assassinato do sheikh Ghazi Jabouri, um proeminente imã sunita do bairro Al-Adhamiya de Bagdade, fez aumentar o medo de que a violência entre grupos políticos e religiosos possa voltar, na sequência das eleições de 7 de Março.

    Tem havido relatos de tensões naquela região, depois do assassinato que ocorreu a 14 de Abril. Pelo menos dois homens armados mataram o sheik Jabouri, de 42 anos, quando se dirigia para casa, depois de terminar as orações da manhã na mesquita Rahman.

     
    24 de Abril de 2010
    Abdu Rahman, Dahr Jamail

    Durante o governo de Saddam Hussein, as mulheres funcionárias da administração pública tinham um ano de licença de maternidade; agora foi reduzida para seis meses. Pela Personal Status Law (Lei do Estatuto Pessoal)em vigor desde 14 Julho de 1956, quando os Iraquianos derrubaram a monarquia Britânica instalada, as mulheres iraquianas gozavam da maior parte dos direitos que gozavam as mulheres ocidentais.

    Agora elas têm o Artigo 2º da Constituição: “O Islão é a religião oficial do estado e é a fonte basilar da legislação” O artigo A acrescenta “Nenhuma lei pode passar, se contrariar as leis incontestáveis do Islão”. À luz deste artigo, a interpretação dos direitos das mulheres fica a cargo dos chefes religiosos – e muitos deles estão sob influência do Irão.

     
    17 de Abril de 2010
    Várias organizações signatárias

    A guerra do Iraque inseriu-se numa série ininterrupta de guerras que, desde o fim da Guerra Fria, os EUA vêm promovendo, assumindo-se desde então como garantes da “segurança global”, ou seja, garantes do seu projecto imperial, convertendo a NATO, de aliança alegadamente defensiva, em braço armado desse projecto, à escala planetária.

     
    “Democracia” estilo E.U.A. no Iraque
    Al-Maliki perde eleições e reprime opositores
    13 de Abril de 2010
    John Catalinotto

    Contrariando todas as declarações de ter realizado “eleições justas” no Iraque, o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki está a servir-se do aparelho de estado repressivo criado pelo regime de ocupação dos EUA, para tentar segurar o poder à força. Al-Maliki tem perseguido quatro deputados da lista vencedora Al-Iraqiyya que foram eleitos, numa tentativa de relegar este partido para o segundo lugar.
    Dois dos deputados estão escondidos. Um foi preso. E a quarta, uma mulher, anda desaparecida, segundo um artigo de investigação, de 28 de Março, do jornal McClatchy.

    3 de Abril de 2010
    Hannah Allam e Mohammed Al Dulaimy

    Como se previa, começam novos problemas no Iraque. As forças fiéis a Maliki começam uma campanha sectária contra candidatos sunitas eleitos. A afirmação de Aldul Ilah Al Bayaty parece ser uma realidade:

    “O processo político faz-se a si próprio. O futuro parlamento e o governo estarão tão paralisados e divididos como até aqui. Isso é bom para os EUA. Os sectários consideram mesmo Allawi, seu companheiro na invasão, um Baathista. Haverá uma nova guerra sectária. Os EUA que criaram as condições para este sectarismo, declaram-se neutros. Que cinismo e engenharia social criminosa”

     
    Tribunal Iraque: “Um mundo em estado de guerra?”
    Balanço catastrófico de duas décadas de guerras
    26 de Março de 2010
    Eduardo Maia Costa

    Ao contrário do que se poderia (ingenuamente) esperar (e alguns efectivamente esperaram), o fim da Guerra Fria não conduziu à pacificação das relações internacionais nem ao fim das guerras, não instaurou uma “Nova Ordem Internacional” de paz e progresso, que Bush (o pai) chegou a anunciar.

    Pelo contrário, a afirmação dos EUA como única superpotência militar levou de imediato a uma série de guerras, iniciada com a do Golfo Pérsico, que não terminaram mais.

    (*) Magistrado, membro do Tribunal-Iraque. Intervenção na sessão pública promovida pelo Tribunal-Iraque em Lisboa, a 20 de Março de 2010, para assinalar o 7.º aniversário da invasão do Iraque, sob o tema “Um mundo em estado de guerra?”
    23 de Março de 2010
    Natalia Antelava, BBC News

    “Nós não contamos mortos” Foram estas as palavras do Gen.Tommy Franks, o homem que teve a cargo dirigir a invasão dos E.U. ao Iraque

    Mas mais de seis anos e meio após a invasão, o número de mortos tornou-se num padrão crucial do sucesso ou fracasso do Iraque.
    Em Novembro, as autoridades anunciaram que as mortes violentas foram as mais baixas desde 2003. Isso, segundo o governo iraquiano, era uma prova importante do progresso no Iraque.
    Oito dias depois desse anúncio, houve cinco explosões maciças quase em simultâneo, em diferentes partes de Bagdade que mataram e feriram centenas de pessoas.

     
    15 de Março de 2010
    Sam Lister

    As taxas de leucemia em crianças da região de Bassorá, a sul do Iraque, quase que triplicaram nos últimos 15 anos, segundo estimativas de especialistas em saúde pública. A pesquisa publicada no American Journal of Public Health documenta 698 casos de leucemia em crianças com idade inferior a 15 anos até 2007. Em 2006 houve um pico de 211 casos.
    Os casos aumentaram a uma taxa de três para quase 8,5 por cada 100,000 crianças, durante aquele período.


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