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25 de Junho de 2009 Dahr Jamail Cerca de 20 soldados dos EUA foram mortos no Iraque em Maio, o maior número desde Setembro, a juntar a mais de 50 feridos. Como é habitual, o número de mortos e feridos iraquianos é dez vezes maior. Os ataques às forças norte-americanas estão novamente a aumentar em lugares como Bagdad e Fallujah, onde tradicionalmente, a resistência iraquiana era mais forte. Muitos dos membros da resistência iraquiana aderiram à Sahwa (Filhos do Iraque, também referidos como o movimento dos Conselhos do Despertar), e começaram a receber pagamentos dos militares norte-americanos para suster os ataques contra os ocupantes e juntarem-se à luta contra a al-Qaeda no Iraque. No início de Abril, escrevi uma coluna para este website que ilustrava como os ataques contra a Sahwa por parte do governo iraquiano e dos militares norte-americanos, juntamente com a quebra de promessa da Sahwa vir ou a ser incorporada no aparelho de segurança governamental, ou a serem distribuídos empregos civis, deveria conduzir a um êxodo da Sahwa e retorno à resistência. Devagar, mas sòlidamente, estamos a assistir a isso mesmo. 
| 17 de Junho de 2009 Frente Patriótica Nacionalista e Islâmica do Iraque Se Obama quer reparar e melhorar a imagem dos EUA depois da invasão e ocupação do Iraque deve reconhecer, clara e francamente, a da sua nação por tudo o que aquilo a que este país se viu submetido, quer o seu povo quer o Estado: as perdas humanas e materiais, a destruição da sua infra-estrutura e a obstrução do seu desenvolvimento cultural, científico e social durante os seis anos de submissão de todas as capacidades do Iraque por parte dos EUA. Além disso, o presidente Obama também afirmou que a situação do Iraque é agora melhor que antes da ocupação. E nós perguntamos: como se quantificam estes factos e qual é o critério de preferência? Durante todos estes anos de ocupação viveu o povo iraquiano uma ambiente de segurança? Pode uma família iraquiana viver sequer uma hora do dia ou da noite sob a vossa ocupação sem se preocupar pelos seus filhos?
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14 de Junho de 2009 Enrico Bartolomei, Centro de informação Alternativo Nós pensamos que só por si um indivíduo isolado não pode fazer muito pela política de um país. Acredito que Obama não trará mudanças significativas, pelo menos no que respeita a política externa estado-unidense. Nós falamos acerca de políticas institucionais, não de indivíduos. Sem dúvida que cada presidente, cada partido tem abordagens diferentes de como implementar a política externa e não haverá mais políticas loucas como as que o Bush levou a cabo, mas Obama não consegue mudar o sistema e as contradições estão dentro do próprio sistema - diz Khalida Jarrar, membro da Frente Popular de Libertação da Palestina e do Conselho Legislativo Palestiniano, em entrevista a Enrico Bartolomei 
| 8 de Junho de 2009 Mohannad El-Khairy Em Israel, um dos governos mais reaccionários retomou a política do apartheid de Olmert; Benjamin Netanyahu à frente do que pode ser considerado simplesmente como uma administração fascista e claramente racista, formou com esse Avigdor Lieberman e Cª. a maioria num governo de coligação. Já em 2003, quando ocupava o cargo de Ministro dos Transportes no governo de Sharon, Lieberman declarou no Knesset (Assembleia) que todos os Palestinianos detidos nas prisões de Israel deveriam ser afogados. Suponho que foi o povo israelita quem falou. Entretanto, os dados demográficos são significativos. Cerca de 280,000 colonos judeus, que crescem a uma taxa de 5% ao ano, vivem na Cisjordânia, num local estratégico controlando mais de 2,5 milhões de palestinianos. Eles são protegidos pelas Forças de Ocupação Israelitas, consideradas ilegais desde há mais de 42 anos após a resolução 242 das Nações Unidas, que –no seu 1º ponto – apela à “ retirada das forças armadas israelitas dos territórios ocupados no recente conflito (de 1967)”. 
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2 de Junho de 2009 Saddam Hussein Este discurso foi proferido por Saddam Hussein na reunião de Amã, ao mais alto nível, em 24 de Fevereiro 1990. Estiveram presentes os chefes de estado dos principais aliados árabes dos Estados Unidos: o presidente do Egipto e os reis da Jordânia e da Arábia Saudita. O presidente da Síria também estava presente. As propostas explosivas para a unidade Árabe contra o domínio EUA- Israel foi um brusco desafio para o imperialismo. Foi este discurso que fez o ponto de fusão para a agressão dos EUA – ONU, e não a crise no Kweit, que foi montada como resposta. (David Hungerford). 
| 17 de Maio de 2009 Randa Nabulsi, Delegada Geral da Palestina em Portugal A 29 de Novembro de 1947 as Nações Unidas aprovaram a Resolução 181 que recomendava a Partilha da Palestina histórica em um Estado israelita para menos de 20% de habitantes representados por colonos provenientes na sua maioria da Europa sobre 51% do território e um Estado palestino nos outros 49% para um milhão de Palestinianos. Esta divisão, apesar de demograficamente desigual, nunca chegou a efectuar-se. Entre a decisão de partilha e o dia 15 de Maio de 1948, dia oficial do fim do mandato britânico e a declaração do Estado de Israel, houve uma verdadeira guerra de limpeza étnica que foi relatada historicamente por inúmeros escritores e pensadores. 
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15 de Maio de 2009 AlArabiya.net Haj Mahmud Seida, de 78 anos, vestida com traje tradicional palestiniano, apoiava-se a dois rapazes e caminhava lentamente através da devastada aldeia palestiniana de Kafrain para comemorar a Nakba, ou Catástrofe, lamentando com milhares de pessoas, no desfile pela perda da terra e do Estado, no dia em que Israel celebra o seu nascimento. “Somos o povo natural desta terra. Vamos em desfile por solidariedade com a Palestina, a nossa pátria perdida. Recusamos celebrar a fundação de Israel, construída sobre o sangue e a terra dos Palestinianos que nunca esqueceremos” disse Seid à AlArabiya.net. 
| 13 de Maio de 2009 Stephen Williams De 3 a 11 de Abril de 2002 o exército israelita bombardeou, invadiu e arrasou o campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia. No campo estavam registados 13.055 palestinianos, o número de mortes do lado palestiniano foi fixado em 60 e imensas casas foram destruídas por bombardeamentos e bulldozers. A 9 de Abril de 1948 em Deir Yassin, Sabra e Chatila em 1982, Qanã em 1996, Jenin em 2002, Gaza em 2008... 
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12 de Maio de 2009 John Pilger Grande parte da autoridade estabelecida odiava que Bush e Cheney expusessem e ameaçassem o avanço do ‘grande projecto’ da América, como lhe chama Henry Kissinger, criminoso de guerra e agora conselheiro de Obama. Em termos propagandísticos, Bush foi uma “marca do colapso” enquanto que Obama, com o seu sorriso ‘anúncio de pasta de dentes’ e virtuosos clichés, é uma Dádiva de Deus. De um golpe, ele afastou a grave dissidência interna quanto à guerra, e provocou lágrimas, desde Washington até Whitehall. Ele é o homem da BBC, o homem da CNN, o homem de Murdoch, o homem de Wall Street e o homem da CIA. Os loucos tiveram sucesso. 
| 6 de Maio de 2009 Reham Alhesi Todos os anos no dia 17 de Abril, os Palestinianos comemoram o Dia dos Presos Políticos Palestinianos. No dia 17.04.1974 o primeiro preso político palestiniano, Mahmoud Baker Hijazi, foi libertado das prisões israelitas na primeira troca de prisioneiros com Israel. Naquele mesmo dia, o Conselho Nacional Palestiniano declarou o dia 17 de Abril como o dia de solidariedade com os presos políticos, a ser comemorado anualmente. Na Palestina Ocupada as prisões e detenções são tão vulgares como o nascer ou o pôr-do-sol. Não há praticamente nenhuma família que não tenha sido sujeita a uma detenção israelita, por um motivo ou por outro. Os Palestinianos são detidos sistematicamente, o que os torna o povo que sofre de mais detenções à face da terra. É difícil de calcular o número, mas há várias fontes que consideram que o número de Palestinianos presos ou detidos por Israel desde 1967, está acima de 750 000, que perfaz 20% do total da população nos Territórios Ocupados, e aproximadamente 40% do total da população do sexo masculino.
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4 de Maio de 2009 Mohammad Khatib, membro do Comité Popular de Bil’in contra o Muro e os Colonatos O nome dele era Basem, que quer dizer sorriso e era com um sorriso que ele cumprimentava toda a gente. Todos o chamavam de “Pheel”, que significa elefante, porque ele tinha o tamanho de um elefante. Mas Basem tinha também o coração de uma criança. Foi assassinado por militares israelitas, a 17 de Maio, na manifestação semanal em Bilin contra a construção do muro e os colonatos. 
| 1 de Maio de 2009 Mário Tomé, coronel Muitos colaboram consciente ou inconscientemente no assassinato do direito internacional, mas também no assassínio da razão que tornam banais as notícias da barbárie e a própria barbárie. Aceitar ou colaborar na justificação, como acontece de forma mais ou menos ostensiva nos media, das guerras assassinas e destruidoras com base no resultado obtido, fora de qualquer apreciação de proporcionalidade, adequação e legalidade de meios, passa pelo assassinato não só do direito e da razão, mas da inteligência, do pensamento crítico. 
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28 de Abril de 2009 Arjan El Fassed Al-Ram, zona ocupada da Cisjordânia, Abril 2009 “Meus queridos irmãos e irmãs palestinianos, vim à vossa terra e nela reconheci traços da minha”. Estas são as primeiras palavras de uma carta aberta escrita por Farid Esack, intelectual e activista político sul-africano conhecido pelo seu papel na luta contra o apartheid. Numa carta composta por 1.998 palavras criteriosamente escolhidas, Esack defende que a situação na Palestina é pior do que a alguma vez vivida na África do Sul sob o regime do apartheid. Esack, um sul-africano negro, que trabalhou de perto com Nelson Mandela, está perplexo com o facto de as pessoas estarem com rodeios e não irem directo ao assunto, no que toca a Israel e à usurpação e sofrimento de que está a ser vítima o povo palestiniano. Quase cinco anos depois do Tribunal Internacional de Justiça ter declarado que o muro construído por Israel, em terra palestiniana, é “ilegal”, e de ter sido decretado o seu desmantelamento, a carta de Esack começou a ser escrita no muro com tinta de spray, ao longo de três quilómetros. 
| 24 de Abril de 2009 Eduardo Maia Costa, magistrado Síntese A guerra ao terrorismo, tal como a administração Bush a praticou, assentou na violação frontal do direito internacional e nas mais elementares regras do Estado de Direito. O tratamento dos prisioneiros de guerra foi particularmente transgressivo, como o comprova: - a atribuição do estatuto de “combatentes ilegais” e a consequente recusa de aplicação dos direitos e garantias concedidos pelas Convenções de Genebra de 1949; - o recurso sistemático à tortura e aos tratamentos cruéis, desumanos e degradantes no interrogatório dos prisioneiros, em violação de um denso acervo jurídico edificado após 1945, em que se salienta a Convenção contra a Tortura de 1984; - a instalação de um vasto arquipélago de prisões e centros de detenção, em parte secreto, onde os prisioneiros são mantidos em condições desumanas, violando as referidas Convenções de Genebra; - a entrega de prisioneiros a terceiros países para aí serem submetidos a interrogatórios sob tortura; - a criação de um sistema judicial “ad hoc” para julgamento dos prisioneiros sem independência da administração e sem as garantias mínimas de um processo justo. Os decretos emitidos por Obama, após a sua posse, anunciam a intenção de seguir um caminho diferente. Contudo, suscitam muitas dúvidas e incertezas, nomeadamente quanto ao destino dos prisioneiros considerados “perigosos” e quanto às práticas que a CIA fica autorizada a seguir, que não permitem afrouxar a vigilância e a luta. 
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19 de Abril de 2009 Laith Mushtaq, operador de câmara da Al Jazeera Laith Mushtaq foi um dos dois únicos operadores de câmara independentes que fizeram a cobertura de toda a ‘batalha de Fallujah’ em Abril 2004, onde morreram 600 civis. Passados cinco anos, ele volta a relatar os acontecimentos que testemunhou e filmou. “O que vocês viram na TV em vossas casas reflecte apenas dez por cento da realidade. Além disso, quem está a ver aquelas imagens em casa, pode mudar de canal. Mas nós estávamos lá no meio. Cheirávamos, sentíamos, víamos e tocávamos 
| 13 de Abril de 2009 Manuel Raposo, membro do Tribunal Iraque Ao fim de seis anos de invasão do Iraque, é nosso dever continuar a luta no sentido de: - Condenar a invasão e a ocupação do Iraque e o apoio e colaboração prestados pelos sucessivos governos de Portugal aos agressores; - Exigir ao Governo português a explícita e frontal demarcação da política seguida pelos EUA no Iraque, recusando a utilização da base das Lajes para fins de manutenção da ocupação do Iraque, e desenvolvendo esforços políticos e diplomáticos para repor a legalidade internacional no Iraque, a começar pela retirada dos ocupantes, nomeadamente das forças militarizadas portuguesas. 
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12 de Abril de 2009 Eva Bartlett O graffiti carregado de ódio “Kill Arabs” (mata Árabes) divulgado no diário israelita Ha’aretz e em vários outros jornais, além de se encontrar espalhado por todos os territórios da Faixa Gaza bombardeados e ocupados por militares, está também garatujado nas paredes da casa de Mousa al Samouni, de dezanove anos e dos dez membros da sua família, no bairro Zeitoun a leste da cidade de Gaza. Nas paredes contíguas lê-se “ podes fugir mas não te podes esconder” e “1948-2009”, referências à Nakba e àquilo a que muitos dão o nome de a nova Nakba – as três semanas de guerra em Gaza. No interior da casa desta família, os soldados israelitas esburacaram as paredes fazendo cinco divisões para uso de atiradores, e atrás das quais eles próprios se apoiavam em sacos cheios de areia escavada das telhas da casa. 
| 12 de Abril de 2009 Manuel Raposo A ocupação do Iraque pelas forças dos EUA não é só militar. Sabemos desde início que se trata de um projecto muito mais vasto que tem a ver com todo o Médio Oriente e mesmo com o Mundo. Por isso as forças ocupantes se preocuparam em destruir o Estado e em destroçar as estruturas sociais iraquianas. Tal projecto procurou implantar instituições, modos de vida, práticas políticas trazidas pelos ocupantes norte-americanos. O governo e o parlamento iraquianos impostos pelos EUA, as polícias e as forças armadas iraquianas treinadas e mantidas pelos EUA são instrumentos ao serviço daquele projecto de dominação. O mesmo se pode dizer das leis, dos tratados, dos acordos impostos pelos ocupantes – são meios destinados a garantir os interesses dos EUA no Iraque. 
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28 de Março de 2009 Marcy Newman, Tradução de Joana S. Piedade No início de Março quando a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, presidiu a uma conferência de imprensa em Ramallah com Mahmoud Abbas, cujo mandato enquanto presidente da Autoridade Palestiniana terminou oficialmente a 9 de Janeiro, um jornalista do Washington Post perguntou-lhe acerca das 143 casas palestinianas em Jerusalém que Israel pretende demolir nas próximas semanas. A responsável norte-americana disse que “claramente este tipo de actividade não ajuda à paz e não está de acordo com as obrigações previstas no plano de acção acordado”. Enquanto alguns aclamaram estas declarações como uma condenação ao projecto contínuo de limpeza étnica levado a cabo por Israel, para muitos outros a trabalhar no terreno as palavras pareceram insensíveis e levianas. Desde a referida conferência de imprensa, o número de lares palestinianos que Israel pretende ocupar aumentou de 143 para 179.
| 27 de Março de 2009 Livien De Cauter, Tribunal BRussells O sexto aniversário da invasão do Iraque é um triste motivo para se fazer o balanço - durante seis anos de ocupação, 1,2 milhões de cidadãos foram mortos, 2.000 professores universitários mortos, e 5.500 académicos e intelectuais assassinados ou presos. Há 4,7 milhões de refugiados: 2,7 milhões no interior do país e 2 milhões fugiram para os países vizinhos, entre os quais 20.000 médicos especialistas. Segundo a Cruz Vermelha, o Iraque é agora um país de viúvas e órfãos: dois milhões de viúvas como resultado duma guerra, dum embargo, de nova guerra com ocupação, e cinco milhões de órfãos, muitos dos quais sem lar (estimam-se em 500,000). Quase um terço das crianças iraquianas sofre de malnutrição. Cerca de 70 por cento das raparigas já não frequentam a escola. Os serviços médicos, não há muito tempo os melhores da região, paralisaram totalmente: 75 por cento dos quadros médicos abandonaram a actividade, metade dos quais fugiram do país e passados seis anos de “reconstrução” os serviços de saúde no Iraque ainda não reúnem os critérios mínimos. 
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