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    EUA, França e Reino Unido preparam ataque à Síria
    Mais um crime à sombra das “armas de destruição massiva”
    Declaração do Tribunal-Iraque
    31 de Agosto de 2013
    TMI

    As ameaças proferidas nos últimos dias pelos dirigentes norte-americanos, britânicos e franceses não deixam dúvidas de que está em marcha um ataque militar à Síria por parte destas potências. De novo se invoca a vontade da “comunidade internacional”, ou seja, a cobertura legal da ONU para levar a cabo o crime. Mas ao mesmo tempo vão-se ouvindo vozes de que a intervenção tem de ir por diante, com ou sem apoio das Nações Unidas.

     
    20 Março 2003 / 20 Março 2013 - O Iraque foi ocupado há 10 anos
    Justiça para o Iraque, julgamento dos responsáveis pela agressão
    Comunicado da Comissão Coordenadora do Tribunal-Iraque
    25 de Março de 2013
    TMI
    Os dez anos decorridos sobre a invasão do Iraque exigem uma evocação e um balanço.
    Desde 20 de Março de 2003, um milhão e meio de iraquianos morreram em consequência da guerra. Cinco milhões de pessoas estão deslocadas no interior ou no exterior do país. Há um milhão de viúvas e cinco milhões de órfãos. Estes números foram divulgados em Fevereiro de 2012 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU.
    18 de Março de 2013
    Haifa Zangana

    Uma década depois da invasão do Iraque pelos EUA, a destruição causada pela ocupação estrangeira e o regime que se seguiu tem tido um enorme impacto na vida diária dos Iraquianos – sendo o exemplo mais inquietante a violência contra as mulheres. Ao mesmo tempo, a política sectária do regime está a forçar as mulheres a abdicar dos seus direitos, arduamente adquiridos, em todos os domínios: emprego, liberdade de circulação, casamento civil, benefícios sociais, e o direito à educação e aos serviços de saúde.

     
    11 de Abril de 2012
    Saadi Yousif

    Deixa-me sozinho soldado.
    Deixa-me na minha cabana de cana flutuante e a minha lança de pesca.
    Deixa-me os meus pássaros migratórios de plumas verdes.
    Leva os teus pássaros de ferro rugindo fumegantes e os teus mísseis Tomahawk.

    Eu não sou teu inimigo.
    Eu sou aquele que se enterra até aos joelhos nos arrozais.
    Deixa-me com a minha maldição.
    Eu não preciso do dia da tua condenação.

     
    1 de Abril de 2012
    Ross Caputi

    A morte de civis inocentes não é nada de novo no Afeganistão, mas estas 16 vítimas, nove das quais crianças, foram alegadamente assassinadas por um soldado sem escrúpulos, em vez de os assassinos habituais – ataques com drones, ataques aéreos e balas perdidas. Este incidente provocou a raiva entre os Afegãos e de modo idêntico aos ocidentais. Mas porque é que os ocidentais não ficam igualmente indignados quando os ataques com drones matam famílias inteiras?

     
    Os efeitos da guerra suja
    Intervenção na sessão do Tribunal-Iraque em Guimarães
    21 de Março de 2012
    Haifa Zangana

    A “guerra suja” engloba duas definições.

    Uma, é o “desaparecimento forçado” daqueles que sempre se opuseram a um regime brutal, como na Argentina (1976-1983), quando a junta militar, naquele que auto-intitulou “Processo de Reorganização Nacional”, levou a cabo uma repressão sistemática, dos opositores. É também o que acontece hoje no Baluchistão (Paquistão), onde corpos mutilados e visivelmente torturados continuam a aparecer, entre eles juristas, estudantes e trabalhadores agrícolas. Isto é descrito como a guerra suja secreta do Paquistão.

    A outra, é a utilização de armas proibidas ou armas de destruição em massa. São apresentadas pelos média e definidas por alguns estados como o tipo de armas usadas pelos grupos ou organizações “terroristas” (frequentemente “islâmicas”), para não mencionar o terrorismo de estado aplicado no Iraque desde a invasão e a ocupação em 2003, a acrescentar ao seu anterior uso em 1991 durante a primeira guerra do Golfo.

    Qualquer destas definições se aplica ao Iraque.

     
    6 de Março de 2012
    Muntazir Al-Zaydi

    Um ladrão que foge com o que roubou a escorregar-lhe do bolso, pode-se esconder dos olhos dos outros mas a sombra da noite não dura muito tempo. Quando o primeiro raio de sol da liberdade brilhar, o rosto repelente dos EUA revelar-se-á.

     
    26 de Fevereiro de 2012
    Noam Chomsky

    O declínio dos Estados Unidos entrou há algum tempo numa nova fase: a do declínio autoinfligido. Desde os anos 70 tem havido mudanças significativas na economia dos EUA, à medida que estrategas, estatais e do sector privado, passaram a conduzi-la para a financeirização e para a exportação de unidades industriais. Essas decisões deram início ao círculo vicioso no qual a riqueza e o poder político se tornaram altamente concentrados, os salários dos trabalhadores ficaram estagnados, a carga de trabalho aumentou e o endividamento das famílias também.

     
    19 de Fevereiro de 2012
    Michel Chossudovsky
    Presidente e director do Centre for Research on Globalization, Michel Chossudovsky conversou com o i sobre essa possível terceira guerra mundial, de que fala no seu livro “Towards a World War III Scenario: The Dangers of Nuclear War”. Crítico da fortificação militar que os Estados Unidos estão a construir em torno da China, o professor canadiano da Universidade de Otava defende que a opinião pública é fundamental para evitar uma guerra nuclear.
    16 de Fevereiro de 2012
    Ilan Pappe
    Foi assim que, submetido a um boicote de facto, me converti num pária dentro da minha própria universidade. Amigos e colegas cancelaram os convites para cursos e seminários que me tinham enviado antes de rebentar o caso Tantura, factos que punham a descoberto a brutal natureza da limpeza étnica realizada por Israel em 1948 e – o que era ainda mais importante – a sua estreita ligação com o processo de paz e qualquer possível solução do conflito.
    13 de Fevereiro de 2012
    Dahr Jamail

    “Antes da invasão e ocupação do Iraque em 2003, todas as companhias petrolíferas norte-americanas e outras ocidentais estavam completamente impedidas de entrarem no mercado do petróleo do Iraque” disse à Al Jazeera, a analista da indústria do petróleo Antonia Juhasz. Mas devido à invasão e ocupação, as companhias estão agora de novo no Iraque e a produzir ali petróleo pela primeira vez, desde que foram obrigadas a sair do país em 1973”.

     
    Retirada das tropas dos EUA do Iraque
    Declaração da CEOSI, Campanha Estatal contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque
    18 de Janeiro de 2012
    CEOSI

    Após quase nove anos de ocupação, os EUA tiveram de evacuar as últimas tropas de combate que estavam no Iraque. O projecto imperialista anglo-norte-americano para controlar o Iraque fracassou. Apesar das forças ocupantes haverem fomentado a divisão étnica e sectária do país como forma de vergar a vontade do povo iraquiano, não conseguiram controlar o Iraque, por isso a retirada das tropas dos EUA é uma vitória para a resistência iraquiana.

     
    12 de Janeiro de 2012
    João Silva Jordão
    Pode-se dizer que nenhuma disputa na história moderna tem sido prolongada e mal representada através da imposição de uma falsa dicotomia de uma maneira tão grave como a disputa entre Israel e a Palestina. Somos supostos acreditar que esta disputa opõe dois eternos inimigos que têm pouca ou nenhuma vontade de chegar a um acordo. Mais ainda, e o mais importante, é que o conflito em questão é caracterizado pela existência de dois grupos aparentemente opostos, os dois dos quais alegam legitimidade de ocupação em relação ao mesmo pequeno território.
    A saída dos EUA do Iraque é uma ilusão
    39.000 soldados deixam o Iraque, mas o comando militar dos EUA continuará
    9 de Janeiro de 2012
    James Denselow

    39.000 soldados deixam o Iraque, mas o comando militar dos EUA continuará, sob a aparência da segurança e treino militar.

    Jonathan Steele escreveu que a guerra do Iraque estava no fim e que os EUA tinham aprendido “ que pôr botas ocidentais em solo estrangeiro para fazer uma guerra, particularmente num país muçulmano, é loucura”. No entanto esta loucura pode continuar com um aspecto diferente, assim como existe uma grande diferença entre a retórica e a realidade à volta da saída dos norte-americanos do Iraque. De facto, há uma série de caminhos através dos quais os EUA poderão exercer influência militar no país.

     
    As Guerras de Wall Street
    Veterano de Faluja: Eu servi o 1%
    27 de Novembro de 2011
    Ross Caputi

    Eu não servi o meu país no Iraque, servi o 1%. Foi em sua representação que eu colaborei no cerco de Faluja, ajudei a matar milhares de civis, ajudei a deslocar centenas de milhares de pessoas inocentes e a destruir uma cidade inteira. A minha “missão” serviu a Exxon-Mobil, Halliburton, KBR, Blackwater, e outras multinacionais no Iraque.

    A minha família em Massachussets não ficou mais segura devido à minha missão, e os Iraquianos não têm mais liberdade. Eu ajudei a oprimir Iraquianos de uma forma muito mais brutal do que aquela que o movimento Ocupa tem sofrido às mãos da polícia de Nova Iorque e Oakland.
    Fui ocupante mas agora sou anti ocupante. Servi uma vez o 1%, mas agora esforço-me por servir os 99%.

     
    23 de Novembro de 2011
    Husayn al-Kurdi

    Al-Murshidi sublinhou os planos do Partido Baas iraquiano para depois da saída das tropas dos EUA. Em primeiro lugar, assinalou o facto de que a retirada das tropas é o resultado da derrota dos EUA frente à resistência iraquiana liderada pelo partido Baas em conjunto com as forças da resistência patrióticas, nacionalistas e islâmicas, e não devido aos acordos de segurança assinados anteriormente entre o governo traidor de Maliki e as forças de ocupação. É importante perceber que isto pressupõe uma significativa derrota das forças dos EUA no Iraque, tal como reconhecem numerosos estrategas norte-americanos. As forças ocupantes dos EUA sofreram numerosas perdas humanas e materiais frente à resistência iraquiana.

     
    15 de Novembro de 2011
    Manlio Dinucci

    Concluída a Operação Protector Unificado – mesmo se a NATO “continua a vigiar a situação, pronta para ajudar em caso de necessidade” foi aberta na Líbia a corrida ao ouro entre as empresas ocidentais, incluindo as mais pequenas. Estas posicionam-se ao lado das poderosas companhias petrolíferas e bancos de investimento dos Estados Unidos da América e da Europa, que já ocuparam posições-chave. O Ministério dos Negócios Estrangeiros Italiano comprometeu-se a “facilitar a participação das pequenas e médias empresas Italianas na construção da Líbia liberta”. Em Tripoli já se encontrava uma delegação de 80 empresas francesas e o ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, tinha solicitado às empresas britânicas “a fazer as malas” e correr para a Líbia.
    Estão em vista grandes negócios depois da NATO ter destruído o estado Líbio. Existe também o cofre aberto sobre o qual há que ter mão: pelo menos 170 biliões de dólares de fundos soberanos “congelados”, aos quais se acrescentam as entradas da exportação petrolífera, que podem ascender a 30 biliões anuais.

    1 de Novembro de 2011
    Layla Anwar
    Passei mais de duas horas a assistir aos pormenores de quase todos os vídeos disponíveis do linchamento do líder líbio e mártir Muammar Khadafi. Não que eu tenha uma propensão especial para o sadismo ou masoquismo, nem desfrutar cenas sangrentas, mas foi qualquer coisa que senti ter de fazer, várias vezes em seguida. Procurava um detalhe, uma imagem que desse sentido a tudo isso ... 
    E encontrei.
    As imagens não eram de modo algum desconhecidas para mim, era como se as já tivesse visto antes, como um “déjà vu”. Sim, elas estavam a acontecer na Líbia, mas tinham uma estranha semelhança com o que aconteceu no Iraque.
    29 de Outubro de 2011
    Eduardo Maia Costa

    A morte de Khadafi poupa também muito trabalho ao TPI. Assim, já não é preciso organizar nenhum julgamento, que poderia envolver dificuldades de prova; basta juntar a certidão de óbito e arquivar o processo. Mas a intervenção do TPI foi preciosa, ao legitimar a intervenção estrangeira. É para isso que ele serve...

     
    24 de Outubro de 2011
    Felicity Arbuthnot
    Com o passar do tempo e ao vermos as coisas à distância, muitas vezes acabamos por superar as tragédias, deixamos de chorar os mortos, postos em descanso, com as suas sepulturas marcadas, visitadas, cobertas de flores.
    Margaret Hassan, que faz agora sete anos foi sequestrada e morta pelos seus sequestradores, após três semanas de cativeiro, provavelmente a 14 de Novembro desapareceu sem deixar rasto.
    Olhar para trás, neste caso, é inútil, nada de novo pode ser reconstituído, excepto a recusa de ajuda da parte das autoridades britânicas e americanas, como no caso do engenheiro britânico Ken Bigley, decapitado pouco antes.


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