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  • Itens por página: Colunas: Ordenar por: AscendenteDescendente

    13 de Dezembro de 2007
    John Pilger
    Os valores que partilhamos com os Estados Unidos são os do poder e da riqueza predadores, escreve John Pilger. Na sua mais recente crónica para o New Statesman, ele descreve as origens e os “valores partilhados” do British-American Project for a Successor Generation (BAP) [Projecto Britanico-Estadunidense para a Geração Vindoura], fundado em 1983 por Ronald Reagan com o apoio de Rupert Murdoch. O BAP de hoje reune-se todos os anos alternadamente nos EUA e na Grã-Bretanha e inclui cientistas, economistas, líderes comunitários e jornalistas, muitos deles progressistas ou “de esquerda”.
    Entrevista de uma escritora exilada desde o tempo de Saddam
    “A Cidade das Viúvas”, novo livro de Haifa Zangana
    6 de Dezembro de 2007
    Haifa Zangana, entrevistada por Dale Crofts
    “Hoje é pior do que ontem, e ontem foi pior do que anteontem”. Presa e torturada por se opor ao regime de Saddam Hussein, Zangana trabalha desde então em Londres como jornalista. No seu último livro, A cidade das viúvas: relato de uma mulher iraquiana sobre a guerra e a resistência, conta pormenorizadamente como os direitos das mulheres têm sido desrespeitados sob a ocupação e como a violência deixou 1 milhão de viúvas a cuidar sozinhas dos seus lares.
    Um aviso da ciência que assusta mas também mobiliza
    Doenças não diagnosticadas e guerra radiológica
    30 de Novembro de 2007
    Asaf Durakovic
    “A experimentação e o uso da bomba atómica e, posteriormente, de munições e blindagens fabricadas com urânio empobrecido, contaminaram os locais de experimentação e os teatros de operação. Doenças novas atingiram tanto os soldados da Aliança Atlântica que manejavam as armas, como os seus inimigos ou as populações civis. Muito tempo depois do regresso da paz, as radiações continuam a contaminar as pessoas que a elas estão expostas”, diz-nos o professor Asaf Durakovic neste extenso e documentado estudo sobre a matéria. Se as fotos e os números deste estudo são impressionantes, não nos deveríamos deixar impressionar por dois outros aspectos que ele suscita: o ponto de vista friamente científico que por momentos leva o autor a parecer embarcado na demagogia “anti-terrorista” dos impérios; e a profusão de termos técnico-científicos que utiliza, cujo desconhecimento nos poderia afastar da compreensão do verdadeiro problema em análise. Mesmo com estas condicionantes, para nós, leitores comuns, é um alerta tão assustador quanto mobilizador. (TMI-AP)
    Discute-se o “papel do Irão na guerra do Iraque”
    Afinal, quem está a ocupar o Iraque?
    28 de Novembro de 2007
    Max Fuller
    Faz parte das práticas-padrão da guerra contra-insurreccional (isto é, do terrorismo de Estado) formar forças especiais que assumem diferentes papeis na guerra e cometem atrocidades para desacreditar a oposição e ainda para formarem autênticas organizações para-estatais que levam à prática a acção secreta e suja do Estado. O exemplo mais pertinente dessas tácticas podemos encontrá-lo aqui bem perto de nós – do outro lado do canal, na Irlanda do Norte. No Iraque, os EUA e o Reino Unido é que estão a organizar e a comandar essas acções violentas, para dividirem o país segundo linhas de separação etno-sectárias e eliminarem qualquer forma de oposição política (daí a campanha de eliminação selectiva de professores universitários).
    Testemunho de Jimmy Massey, ex-“marine” no Iraque
    “Eu era um assassino psicopata”
    28 de Novembro de 2007
    Rosa Miriam Elizalde, Cubadebate
    Durante quase 12 anos, o sargento Jimmy Massey foi um US marine de nervos de aço e coração de pedra. Serviu no Iraque onde tomou parte em atrocidades, até abrir os olhos e passar a lutar contra a política belicista do seu país. Hoje é o animador da associação de veteranos do Iraque contra a guerra. No Salão do Livro de Caracas, onde foi apresentar o seu livro-testemunho Cowboys del infierno [título da versão francesa Kill! Kill! Kill!], respondeu às perguntas da jornalista cubana Rosa Miriam Alizalde, da publicação Cubadebate.
    Uma crónica de Dahr Jamail
    No Iraque só há militantes, não há civis
    A "gestão táctica da percepção” segundo o Pentágono
    26 de Novembro de 2007
    Dahr Jamail
    Desde o começo da ocupação estadunidense do Iraque, os ataques aéreos dos militares EUA só mataram “militantes”, “criminosos”, “suspeitos resistentes”, “colocadores de IEDs” [bombas nas bermas], “combatentes anti-estadunidenses”, “terroristas”, “homens em idade militar”, “homens armados”, “extremistas” ou “al-Qaedas”. O padrão dos relatórios militares sobre esses ataques mantém-se o mesmo desde os primeiros anos da ocupação até hoje, ignorando ou desmentindo o morticínio de civis inocentes. Mas a versão fornecida pelos habitantes e pelas autoridades locais é sempre radicalmente diferente. Os médias dominantes difundem apenas e só a versão dos militares, seguindo fielmente a campanha de “gestão táctica da percepção” concebida e desenvolvida pelo Pentágono.
    Uma análise de Pezarat Correia
    O Irão na mira dos falcões
    4 de Novembro de 2007
    Pedro de Pezarat Correia
    Desde 2003, quando os EUA se lançaram na desastrosa guerra de agressão no Iraque, a invasão do Irão está na ordem do dia. No início da guerra responsáveis de Washington afirmavam que se tratava de uma primeira fase, a que se seguiria a Síria e o Irão. Inscrevia-se numa estratégia regional de reajustamento do mosaico político do Médio Oriente, favorável a Israel, eliminando regimes que lhe são mais hostis e conferindo-lhe liberdade de acção para inviabilizar um Estado Palestiniano soberano nas fronteiras estabelecidas pelo plano de partilha da ONU.
    Com a justificação multi-usos do 11 de Setembro
    Tortura, estado policial e guerra – a lógica do governo Bush
    2 de Novembro de 2007
    Patrick Martin
    Confrontado com uma maioria democrata no Congresso, o governo de Bush debate-se presentemente com três problemas concomitantes: a nomeação de um novo ministro da Justiça; a adopção de novas leis que intensificam a espionagem interna sobre a vida privada dos cidadãos e ainda a necessidade de um novo financiamento, de 200 mil milhões de dólares, para as guerras do Iraque e do Afeganistão. O pano de fundo das manobras são as convenções pré-eleitorais para a presidência, que se aproximam. Mas o assunto macabro que está no cerne da discussão é o da legitimização das torturas como meio (aliás de eficácia discutível) de obtenção de informações. Patrick Martin traça um quadro nada edificante, mas esclarecedor, deste xadrês tenebroso.
    Resistência democrática nos Estados Unidos
    Repressão política aumenta nos EUA
    18 de Outubro de 2007
    Naomi Wolf
    Desde há cinco anos temos [o VoltaireNet] alertado a opinião pública mundial quanto à vontade da administração Bush de transformar os Estados Unidos num Estado autoritário. A nossa análise, que se baseava no estudo de projectos de lei, não foi levada em conta por alguns devido ao choque psicológico do 11 de Setembro. O que era apenas uma intenção é agora uma realidade. os textos [legais] são agora levados à prática: o novo regime intimida, assedia e, na verdade, silencia os seus opositores. Naomi Wolf recolheu testemunhos desta repressão e tenta mobilizar os seus concidadãos em defesa das liberdades.
    Entrevista em Madrid com Abu Mohamad, porta-voz da resistência nacionalista iraquana
    “A resistência é o representante legítimo e único do Iraque”
    8 de Outubro de 2007
    Abu Mohamad, CEOSI
    “A resistência iraquiana não tem nenhuma relação com a Al Qaeda, que tem uma visão, estratégia, propósitos e meios próprios. Uma parte dos assassinatos que ocorrem agora no Iraque são cometidos pela Al Qaeda e outra parte pelas milícias e os esquadrões da morte ligados aos partidos políticos [implicados no processo político imposto pelos EUA], que estão relacionados com a ocupação mas mesmo assim contam com o apoio do Irão através da sua intervenção no Iraque. […] O objectivo da resistência é conseguir uma libertação total. Quando os ocupantes saírem do Iraque vamos estabelecer um sistema nacional democrático, multipartidário, baseado em eleições livres, um regime em que participem todos os iraquianos que acreditam nos direitos colectivos.”
    7 de Outubro de 2007
    Noam Chomsky
    Os estados munidos de armas nucleares são estados criminosos. Têm a obrigação legal, confirmada pelo Tribunal Internacional, de respeitar o Artigo 6 do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que os exorta a levar a cabo negociações de boa fé para eliminar completamente as armas nucleares. Nenhum dos Estados nucleares o cumpriu.
    27 de Setembro de 2007
    André Levy
    Os sinais de que os EUA estão a planear um ataque ao Irão continuam a emergir do interior do Pentágono e dos serviços de inteligência. Ahmadinejad vai descartando a probabilidade de os EUA atacarem o seu país . Temo que esteja a dar mais crédito à racionalidade da administração Bush-Cheney do que esta tem demonstrado merecer. Ou melhor, ela obedece a uma razão, mas a do imperialismo e seus interesses geoestratégicos, e não à lógica do direito internacional, da paz e respeito entre nações. Há que dar atenção e peso aos tambores de guerra que tocam cada vez mais alto em direcção ao Irão, preparando terreno para o momento oportuno.
    “Não-governamental”?
    Uma “ONG” pouco recomendável
    Robert Ménard, da Repórteres Sem Fronteiras, segue as pisadas de Washington e legitimiza a tortura
    20 de Setembro de 2007
    Salim Lamrani
    Robert Ménard, secretário-geral dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) desde 1985, é uma figura conhecida dos médias que afirma defender “a liberdade da imprensa” e se auto-adorna com um discurso humanista muito apreciado pela opinião pública. Mas tem sempre estendido o tapete aos EUA nos momentos delicados da sua agenda internacional – contra Cuba, a Venezuela, o Haiti, o Iraque e, agora, contra a China. Em Outubro de 2006, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a lei iníqua que legaliza a tortura e declara estar-se nas tintas para as Convenções de Genebra. Em Agosto deste ano, Ménard legitimou a tortura num programa de rádio. Não admira. A RSF é, confessadamente, financiada por uma organização estadunidense ligada à CIA.
    12 de Setembro de 2007
    Dr. Abu Muhammad, representante do Partido Baas Iraquiano
    “É uma verdade conhecida por todos os que observam a política estadunidense: o preverso maníaco da guerra Bush não quer admitir a derrota do seu projecto colonialista ilegítimo, pois isso levaria ao colapso da sua presidência e ao fim da sua guerra fascista e criminosa”.
    São os Estados Unidos responsáveis por um milhão de mortos iraquianos?
    Um estudo fundamentado e arrasador, a partir da investigação da revista “The Lancet”
    11 de Setembro de 2007
    Patrick McElwee e Robert Naiman (Just Foreign Policy)
    Em Outubro de 2006, investigadores da Universidade Johns Hopkins publicaram um artigo colectivo na revista médica The Lancet, uma das mais importantes e respeitadas da Europa, onde calculam que 650.000 iraquianos foram mortos em consequência da invasão do seu país pelos Esatdos Unidos. O relatório foi rapidamente marginalizado no debate público nos EUA. A Just Foreign Policy criou uma actualização da estimativa da Lancet para contabilizar as mortes violentas que ocorreram desde essa data. A nossa melhor estimativa, que tratamos de actualizar com regularidade, é que cerca de um milhão de iraquianos foram mortos por meios violentos em consequência da invasão e da ocupação.
    Em busca de uma cama em Bassorá
    Um desastre previsível
    Soldados britânicos no buraco. Felicity Arbuthnot espera o pior
    5 de Setembro de 2007
    Felicity Arbuthnot
    De rabo entre as pernas, e pela calada da noite, os soldados britânicos saíram do palace que ocupavam no centro de Bassorá e foram para a velha base aérea de Shuaiba, a oeste da cidade. Podem falar com quem quiserem em Bassorá, todos vos dirão que estão agora muito pior do que no tempo de Saddam Hussein. Os “nossos rapazes” nada fizeram por uma cidade e uma região (o sul do Iraque), depois de as terem destruído à bomba em 1991, nos 13 anos do embargo e agora desde 2003. Nem sequer têm a noção dos tesouros – históricos, arquitectónicos, paisagísticos – onde andam aos tiros e aos pontapés às portas. Em Bassorá não se gosta decisivamente dos britânicos – quem o fôr, não arranja cama para dormir.
    Boicotar Israel: qualquer coisa mudou
    Campanha de universitários britânicos mostra que a ideia já não é tabu
    23 de Agosto de 2007
    John Pilger, Znet Commentaries
    “A academia israelita tem vindo há muito tempo a facultar apoio intelectual, linguístico, logístico, técnico, científico e humano a uma ocupação que viola directamente as leis internacionais, e contra a qual nenhuma instituição académica israelita alguma vez assumiu uma posição pública”. Qualquer coisa está a mudar. Talvez o horror panorâmico do Verão passado, transmitido para os ecrãs de televisão de todo o mundo, tenha chamado a atenção da comunidade internacional para uma das fontes principais da insegurança das nossas vidas, Israel. A experiência sul-africana mostra que um boicote das instituições, mercadorias e serviços de Israel, diz o historiador israelita Ilan Pappé, “não irá mudar a posição [de Israel] de um dia para o outro, mas enviará um sinal claro de que [as premissas do Sionismo] são racistas e inaceitáveis no século XXI… Eles vão ter de optar”. Tal como todos nós.
    “Atentados suicidas”: a táctica preferida da contra-insurreição estadunidense
    Quem vai acreditar que a resistência iraquiana mata o seu próprio povo?
    20 de Agosto de 2007
    Aeneas, Signs of the Times
    É raro o dia sem pelo menos um atentado à bomba no Iraque ou no Afeganistão, logo apresentado pelos médias como trabalho dos resistentes iraquianos. Uma coisa é uma resistência armada cometer atentados suicidas contra tropas de ocupação, outra totalmente diferente será usá-los para alvejar e matar civis. Querem meter-nos na cabeça que os resistentes, no Iraque, são loucos extremistas a tal ponto brutais, bárbaros e fanáticos que farão seja o que for para lutar contra a “liberdade” – até matar o seu próprio povo. À pessoa que conseguir apresentar um argumento convincente que explique porque é que qualquer grupo árabe ou islâmico anti-americano iria matar centenas de milhares de iraquianos como reacção à ocupação estadunidense do Iraque, Joe Quinn oferece uma recompensa de 1 milhão de dólares…
    A propósito do artigo do “Observer” de Londres “Fadiga põe exército dos EUA de rastos"
    Acabemos com isto tudo
    Blues de Uma Mulher Árabe – Reflexões numa garrafa fechada...
    14 de Agosto de 2007
    Layla Anwar
    Acabo de ler no Observer, a revista irmã do Guardian, que o exército dos EUA no Iraque está de rastos de fadiga. O artigo diz que esses pobres soldados estão a padecer de perturbações do sono, do proverbial stress pós-traumático, de problemas conjugais, de exaustão, de lassidão e de acessos de superstição aguda… Então os vossos rapazes estão cansados, exaustos? Oh, tenho tanta pena! Porque eu sei bem o que é estar cansada. Eu e um sem número de outros sofremos da síndrome de fadiga crónica de ocupação.
    O bom velho Bill, herói progressista
    Como chegar à “presença grotescamente paga” de Bill Clinton
    9 de Agosto de 2007
    John Pilger (*)
    Clinton é capaz de reunir grandes maquias por ser, comparado com o desprezado Bush, o bom rapaz defeituoso que fez o melhor que podia pelo mundo e trouxe o boom económico aos EUA – o lendário sonho americano, nem menos. Ambos esses atributos são mentiras finamente urdidas. O que Clinton e Blair mais têm em comum é serem os líderes mais violentos dos seus países nos tempos modernos; incluindo Bush. Vejam só o verdadeiro cadastro de Clinton.

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