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9 de Agosto de 2007 John Pilger (*) Clinton é capaz de reunir grandes maquias por ser, comparado com o desprezado Bush, o bom rapaz defeituoso que fez o melhor que podia pelo mundo e trouxe o boom económico aos EUA – o lendário sonho americano, nem menos. Ambos esses atributos são mentiras finamente urdidas. O que Clinton e Blair mais têm em comum é serem os líderes mais violentos dos seus países nos tempos modernos; incluindo Bush. Vejam só o verdadeiro cadastro de Clinton. 
| 18 de Julho de 2007 Seumas Milne, The Guardian No Iraque, o que chama as atenções do mundo são os ataques suicidas e as matanças sectárias. Mas é a guerra de guerrilha travada pela resistência iraquiana que tem tido um efeito devastador nas tropas estadunidenses e britânicas. Agora estes grupos da resistência armada querem criar uma frente unida – e uma plataforma política. Seumas Milne entrevista alguns dos seus líderes em Damasco. 
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18 de Junho de 2007 Paulo Dá Mesquita Um importante acórdão de um tribunal de recurso estadunidense determinou que Al-Marri - acusado de ligações à Al-Qaida e sujeito à jurisdição militar - deveria ser sujeito a um julgamento em tribunal comum, com o direito a confrontar as provas da acusação devendo em consequência deixar de estar sujeito à detenção militar. Não sendo uma rotura com repercussão generalizada nas decisões da actual administração norte-americana, esta decisão expressa as tensões existentes num complexo contexto de contradições entre a sociedade civil estadunidense e o poder estadual e dos seus temporários titulares. 
| 11 de Junho de 2007 Noam Chomsky A instalação de um sistema de defesa antimísseis na Europa oriental é, na prática, uma declaração de guerra. Experimentem imaginar como reagiria a América se a Rússia, a China, o Irão ou qualquer outra potência estrangeira ousasse pensar, apenas pensar, em instalar um sistema de defesa antimísseis na fronteira dos EUA ou na sua proximidade, ou se executasse, de facto, este plano. (...) É notório, em todo o mundo, que a defesa antimísseis é uma arma de primeiro ataque. 
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11 de Junho de 2007 Global Policy Forum (www.globalpolicy.org) As forças da coligação ergueram acampamentos [militares] em sítios arqueológicos vulneráveis e destruiram cidades históricas durante as suas operações militares. Apesar das múltiplas petições provenientes do mundo inteiro, os ocupantes deixaram as jazidas arqueológicas à mercê dos ladrões, mostrando um grave desprezo pelas leis internacionais. Os saqueadores espoliaram dezenas de jazidas importantes, e a espoliação continua dia após dia. Nota do TMI-AP: Este é um dos capítulos de um extenso relatório sobre os diversos aspectos e consequências da agressão ao Iraque, produzido por 31 ONGs de todo o mundo sob a coordenação do Global Policy Forum no âmbito de consultas da ONU. A maior parte dos capítulos podem encontrar-se em língua castelhana aqui , e o documento integral em inglês aqui . 
| Se concorda, subscreva este manifestoA SaídaDeclaração do Tribunal de Bruxelas e da Rede Internacional Anti-Ocupação 13 de Maio de 2007 BRussels Tribunal/IAN As forças dos EUA devem negociar uma retirada imediata com a resistência iraquiana. O povo norte-americano deve responsabilizar os seus dirigentes pelo crime de guerra de agressão. 
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Livro-proposta-plataforma de iraquianos não comprometidos com os ocupantesIraque: um Projecto para a PazA Resistência iraquiana tem soluções para o futuro do Iraque, falta retirar-se o ocupante 13 de Maio de 2007 Karen Button, Beirute (Líbano) “Os Estados Unidos falam sobre a retirada depois de (...) transformarem o novo Iraque num palco generalizado de violência e de medo, ante o desprezo das forças de ocupação.” Assim começa um novo plano de paz intitulado Planificando o Futuro do Iraque: Um projecto detalhado para a reedificação do Iraque pós-libertação. 
| 31 de Março de 2007 Felicity Arbuthnot As palavras que dão o título a este artigo sob a forma de carta-aberta – palavras referidas à detenção de alguns soldados britânicos apanhados em águas territoriais iranianas – tornam-se particularmente repugnantes porque pronunciadas por um dos mais poderosos ministros de um governo (o de Tony Blair) que vem sendo co-responsável pelos piores crimes contra os povos do Médio Oriente. A jornalista independente Felicity Arbuthnot (ver dados biográficos no fim do artigo) devolve-as a Gordon Brown e, revoltada e cortante, explica porquê. 
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29 de Março de 2007 Salman Abu-Sitta Dissimula-se o facto, que lentamente se vai insinuando na consciência ocidental, de que os palestinianos estiveram – e continuam hoje a estar – sujeitos à operação de limpeza étnica mais massiva, mais completa, meticulosomente planeada, executada e continuada da história moderna. Isto foi durante muito tempo negado pelos historiadores israelitas. Que há de mais natural do que uma pessoa voltar para a sua casa? Basta considerar que o direito de regresso dos palestinianos foi afirmado pelas Nações Unidas mais de 130 vezes. O pretexto de que o regresso não é possível devido ao influxo de imigrantes judeus para a Palestina que compensaria o êxodo de palestinianos não é um pretexto válido, nem moral, nem legal, nem politicamente. 
| 17 de Fevereiro de 2007 John Pilger Na sua mais recente crónica para o New Statesman, John Pilger descre os planos estadunidenses para atacar o Irão, possivelmente com armas nucleares. Apesar de a maioria dos estadunidenses ter votado em Novembro passado pelo fim da guerra no Iraque, a camarilha de Bush não se deixa desencorajar pelos insípidos protestos dos democratas e está a avançar numa nova aventura, ainda mais perigosa. 
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9 de Janeiro de 2007 Dahr Jamail, Ali al-Fadhily, InterPress Service (IPS) Não são só as crianças, ou as pessoas de Faluja que estão assustadas. «Esses soldados estão aterrorizados aqui», disse à IPS o Dr. Salim al-Dyni, psicoterapeuta de visita a Faluja. O Dr. Dyni declarou ter visto relatórios profissionais de militares psicologicamente perturbados «enquanto serviam nas áreas mais quentes, e Faluja é a mais quente e aterradora para eles». A polícia iraquiana local calcula que a cada dia são cometidos pelo menos cinco ataques contra tropas dos EUA em Faluja, e aproximadamente a mesma quantidade contra forças de segurança do governo iraquiano. Os soldados estadunidenses têm reagido de forma selvagem aos ataques cometidos contra eles. 
| 30 de Dezembro de 2006 IAC (International Action Center), EUA Esta condenação nada tem a ver com os alegados crimes do dirigente iraquiano nem constitui um julgamento histórico do seu papel na história. É o acto de um poder conquistador contra uma nação que foi ocupada contra a sua vontade. 
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30 de Dezembro de 2006 CEOSI (Espanha) A execução não vai travar a resistência do povo iraquiano à ocupação estrangeira, contra as forças colaboracionistas e enfrentando todos os que pretendem levar a cabo uma fractura sectária do país. Com a execução de Saddam Hussein, os ocupantes e os seus aliados internos sectários pretendem erradicar os referentes de laicismo, integração e gestão pública dos recursos do Iraque, que caracterizaram o processo social histórico do país desde os anos 50 do século passado. Mas esses mesmos valores continuam presentes nas aspirações do povo iraquiano e a sua vigência materializa-se na sua luta resistente contra a ocupação e pela soberania plena do Iraque. 
| 30 de Dezembro de 2006 BRussels Tribunal Reproduzimos alguns fragmentos relevantes da declaração emitida esta noite, antes da execução do presidente Saddam Hussein, por membros do BRussells Tribunal. 
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25 de Dezembro de 2006 adaptado de um artigo de Dahr Jamail / Inter Press Service Inquérito aponta 92% com problemas de aprendizagem devido ao clima de medo e insegurança. Em quatro meses, 64 foram mortas e 57 feridas em ataques a escolas, e 47 foram raptadas no caminho entre a casa e a escola. 
| 6 de Dezembro de 2006 Humam al-Hamzah A captura de quatro agentes de segurança estadunidenses no Iraque, no início de novembro, retoma a discussão sobre suspeitas de que empresas de segurança privada estariam envolvidas nos atuais massacres no país. A guerra de ocupação não é travada apenas entre exércitos nacionais e combatentes da Resistência: empresas privadas, através de ex-militares treinados e armados, também estão na zona de batalha. Atualmente, no Iraque, existem milhares de mercenários bósnios, filipinos, sul-africanos e estadunidenses contratados por empresas privadas para "fazer o trabalho sujo" no cotidiano da guerra. Existem pelo menos 70 mil mercenários contratados pelo Pentágono agindo em solo iraquiano. A grande questão que emergiu é que a suposta 'guerra sectária' no Iraque foi criada e prosseguida propositalmente por Estados Unidos e Israel. Os estadunidenses teriam iniciado e estimulado os ataques sectários entre sunitas e xiitas. 
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6 de Novembro de 2006 Helena Garrido, DN Nota da ComRed do TMI-AP: É inquestionável o interesse da posição assumida neste artigo, a que o DN deu o relevo de Editorial no passado dia 6. Por isso o divulgamos, embora não se tome, nele, uma posição acerca do crime de fundo que é a própria invasão, ocupação e destruição do Iraque. Criticam-se "exageros". Algo, no entanto, está a mudar para que este Editorial possa acontecer. "Validar um julgamento com regras quase iguais às do ditador e aceitar a pena de morte faz de nós cúmplices das atrocidades de Saddam. E apenas alimenta a raiva que gera terroristas e abre portas a mais ditadores. Os Estados Unidos e o Reino Unido parecem estar a combater contra a democracia." 
| 31 de Outubro de 2006 Gabriele Zamparini Aquilo a que chamamos “a guerra do Iraque” não é uma guerra mas o aniquilamento de um país inteiro. Se isto não é um genocídio, então talvez tenhamos de inventar uma nova palavra que possa resumir o que se segue. 
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14 de Outubro de 2006 Eduardo Maia Costa (*) O estudo, agora divulgado, da revista científica britânica The Lancet sobre a mortalidade no Iraque depois da invasão de 2003 apresenta conclusões brutais: cerca de 655 000 iraquianos mortos, uma média de 500 por dia! Completamente errado seria pensar que a ocupação é apesar de tudo necessária para manter alguma estabilidade governativa e institucional e que a retirada dos ocupantes traria a guerra civil e o caos completo ao Iraque. É que o problema está precisamente na ocupação, e só o seu fim, com a devolução da soberania ao povo iraquiano, poderá abrir um caminho de pacificação e um processo político livremente negociado entre os partidos e as forças representativas do povo iraquiano que conduza à reorganização do estado e à legitimação do poder. Um processo que não pode ser ditado pelos ocupantes, pois já se viu que o povo iraquiano não aceita tutelas de tipo colonial nem governantes impostos por essa via. A denúncia do massacre é essencial para pressionar governantes tão teimosos e arrogantes como os da principal potência ocupante. E este estudo da revista The Lancet é um elemento precioso nesse sentido. (*) Procurador-Geral Adjunto do Supremo Tribunal de Justiça, coordenador da equipa de juristas que elaborou a Acusação apresentada perante a Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque, realizada em Lisboa em Março de 2005.
| 1 de Outubro de 2006 Abdul Ilah Albayaty A inovação no pensamento religioso é uma boa coisa; o sectarismo na religião é um crime. O nosso país, o Iraque, e o seu povo atingiram um grau de consciência e de experiência que lhes permite distinguir o que é inovação do que é crime. Com as suas práticas sectárias, as seitas cometem um suicídio plítico. O Iraque não tolera a violência sectária durante muito tempo. Se alguém pretende controlar Bagdade pela força, nós dizemos que isso é impossível. E acrescento: quem não compreender nem assimilar a cultura do povo de Bagdade, herdeiro de todas as sucessivas civilizações do Iraque, deveria - juntamente com os seus chefes - voltar para de onde veio. Bagdade não é xiita, e não o será. Bagdade não é sunita, nem o será. Bagdade é a cidade da inovação, da criação, da ciência e do conhecimento. Não se deixará vergar, nem pela violência nem pelo dinheiro. Perguntem aos estadunidenses se conseguem controlar Bagdade pela força. 
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