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9 de Setembro de 2006 Domingos Lopes O mais espantoso é parte da comunidade internacional reunir-se em Estocolmo para alegadamente ajudar a reconstruir a destruição que Israel levou a cabo. (...) Veja-se o que aconteceu no Kuwait. A "mesma" comunidade exigiu ao Iraque que pagasse os danos da invasão. Mas isso era o Iraque... 
| 20 de Agosto de 2006 Hana Abdul Ilah Al Bayaty (*) O “projecto para um novo Médio Oriente” [1] mal acabou de nascer, já está enterrado. Existe um renascimento democrático no mundo árabe, que apela à independência, a uma Palestina árabe, à unidade, à justiça e à democracia. Nada o pode parar. O mapa político da região está a ser redesenhado, mas não pelos estadunidenses nem pelos israelitas. O êxito deste renascimento é uma dádiva para todos nós, uma vez que aponta para a renovação da ordem internacional juntamente com os temas da justiça e da defesa dos valores humanos. Está virada a página sobre 50 anos de politica externa israelo-estadunidense. É uma nova era. A maré mudou. Só falta saber quanta destruição a sangrenta máquina de guerra EUA-israelita será capaz de infligir até admitir a derrota, e isso depende da nossa capacidade global para resistir. A vitória árabe é certa. 
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16 de Agosto de 2006 Mário Tomé, coronel Na foto: O avião militar israelita no aeroporto civil das Lages. O plano traçado pelos EUA ainda antes do 11 de Setembro, e que conta com Israel como força de choque, continua a ser levado à prática apesar de várias vicissitudes a maior das quais é a resistência no Iraque. Nesse plano Portugal integra as denominadas "Forças Amigas". Se o Ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado se guiasse, como é obrigado e seria suposto acontecer, pela Constitição da República portuguesa, o avião israelita não poderia sequer ter sobrevoado os Açores, quanto mais aterrado no aeródromo militar das Lajes. Portugal tem o dever não só de se posicionar politica e diplomaticamente do lado do Líbano atacado como de apoiar por todos os meios pacíficos ao seu alcance as vítimas e o país agredido. Não é essa, porém, a posição do Governo de José Sócrates que, escondendo-se por detrás de um discurso político revestido de ambiguidade cínica e hipócrita, não só se cumpliciou com a ilegitimidade do acto como ajudou ao esforço de guerra de Israel na sua agressão contra um país soberano, o Líbano. 
| 10 de Agosto de 2006 Kurt Nimmo, jornalista e fotógrafo independente Incapazes de nos mostrar com roupagem apresentável o seu óbvio fracasso em erradicar a crescente resistência no Líbano, no Iraque e no Afeganistão - mesmo com a poderosa propaganda dos complacentes médias -, os serviços de informações neoconservadores encenaram mais um acontecimento terrorista, ou possível acontecimento terrorista. 
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3 de Agosto de 2006 diversos, recolha ComRed TMI-AP Uma portuguesa, dois libaneses e uma palestiniana, cada um de seu ponto de vista, reagem contra a barbárie desencadeada sobre o Líbano e sobre a Palestina. (Foto da Ma'an News Agency, agência noticiosa independente palestiniana)
| 1 de Agosto de 2006 Haifa Zangana Na madrugada de Domingo, Qana, cidade no sul do Líbano, voltou a ser visitada pelas bombas da única-democracia-no Médio-Oriente, Israel. Vimos as faces das crianças, uma após a outra. Cobertas de pó; os olhos abertos pelo horror, pelo terror. Todas semelhantes. Porque é que as vítimas de atrocidades são sempre semelhantes? É assim em Jenine e Gaza, na Palestina, em Faluja, Hadita e Ichaqui, no Iraque, em Beirute e Qana, no Líbano. Como é que o povo da Palestina, do Iraque e do Líbano consegue enfrentar esta injustiça, esta agressão e ocupação, senão através da resistência? 
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31 de Julho de 2006 António Louçã A diplomacia norte-americana tem-se empenhado por todos os meios em contrariar as pressões para que Israel interrompa a agressão ao Líbano. Depois de atirar a pedra, procura esconder a mão, destinando verbas para assistir às populações deslocadas. Com a mão direita, faz o possível para manter activas as causas da catástrofe humanitária, ou seja, a agressão israelita. Com a mão esquerda, distribui umas migalhas caritativas às vítimas que todos os dias se tornam mais numerosas. Neste contexto, nada mais hipócrita do que a expressão "corredor humanitário". Ele deve, supostamente, servir para que as populações civis libanesas possam pôr-se a salvo dos bombardeamentos israelitas. Na verdade, é um "corredor" que serve para essas populações deixarem as suas casas e terras. 
| 15 de Julho de 2006 Michel Chossudovsky Desmesurados e há muito planificados, os actuais ataques israelitas contra o Líbano e a sua população nada têm a ver com o episódio do rapto de um soldado, que não passa de um pretexto para uma estratégia bem precisa dos EUA para o Médio Oriente, através do seu incondicional aliado na região, o Estado de Israel. Incapazes de criarem uma situação estável no Iraque, onde enfrentam uma resistência tenaz e crescente; a braços com o crescimento da resistência armada no Afeganistão; internamente divididos quanto à maneira de tratar com o Irão, onde, também, a “questão do nuclear” não passa de um pretexto – os EUA sentem-se tentados a alargar o âmbito do conflito, na esperança de alterar os dados do problema. Nomeadamente trazendo para as acções militares as forças de Israel, numa espécie de divisão de tarefas entre as regiões ocidental e oriental do Médio Oriente. ComRed TMI-AP
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Será tema duma iniciativa pública do TMI-AP no próximo OutonoArmas de destruição maciçaOs terríveis efeitos do urânio empobrecido e a sua propagação no espaço e no tempo 13 de Julho de 2006 Bud Deraps Eis o impressionante testemunho de um ex-militar dos EUA, que no Iraque e nos EUA verificou as terríveis consequências do uso de urânio empobrecido nas munições e nos veículos militares já durante a 1ª Guerra do Golfo em 1991. Aliás também no Kosovo e no Afeganistão, pelo mesmo motivo, há consequências sanitárias e ambientais gravíssimas. Esta verdadeira arma de destruição maciça, cujos efeitos se farão sentir durante 4.500 milhões de anos, tem sido estudada em profundidade, nomeadamente em duas conferências sobre o assunto já realizadas em Hamburgo, sob o lema “O cavalo de Tróia nuclear”. O TMI-AP está a preparar, para o Outono, um acto público de informação e debate sobre as várias vertentes deste tema (sanitária, humanitária, ambiental, militar, jurídica e política), que é um dos mais graves problemas escondidos da actualidade. Aproveitamos para solicitar a todos o envio de dados e documentação que possam ter ou conhecer sobre ele. 
| 8 de Junho de 2006 Imad Khadduri No Iraque, os jornalistas não podem registar os acontecimentos por temerem pela sua própria segurança. E o pouco que conseguem é esterilizado e ‘amenizado’ pelos editores e controladores de notícias dos grandes médias. O resultado final é “um deserto mediático em plena Zona Verde”. Mas há uma geração de jovens jornalistas iraquianos realmente dedicados, muitos deles a trabalhar activa, corajosa e consistentemente com a Resistência iraquiana. São eles a “dimensão humana” das notícias a que não têm acesso os jornalistas dos grandes médias. 
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2 de Junho de 2006 Robert Thompson Não é segredo para ninguém que a actual administração dos EUA é, de longe, o principal apoio do terrorismo no mundo. John Negroponte, terrorista-chefe de George W. Bush, não é um principiante, já que adquiriu muita experiência em administrações anteriores, inclusive na de Bush pai. Nenhum de nós, em parte alguma deste mundo, pode estar ao abrigo das suas sinistras actividades. 
| 30 de Maio de 2006 Dahr Jamail Nos EUA, e não só, corre agora o escândalo de um massacre de 24 civis – a maior parte mulheres e crianças – perpetrado por marines estadunidenses na aldeia iraquiana de Haditha, em 19 de Novembro passado. O escândalo rebentou quando a CNN transmitiu o vídeo com a entrevista duma menina de 12 anos, Safa Younis, que foi, com outro adolescente da mesma família, um dos raros sobreviventes. As autoridades militares estadunidenses já declararam estar a correr (mais um) “rigoroso inquérito”. Ora, Dahr Jamail argumenta que, tal como aconteceu com Abu Ghraib, enquanto os holofotes dos médias se focam exclusivamente no massacre de Haditha, inúmeras atrocidades vão acontecendo todos os dias, cuidadosamente ocultadas à opinião pública. 
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21 de Maio de 2006 Noam Chomsky (*) A discussão em torno da “guerra justa” ressurgiu nos meios eruditos e mesmo no dos fazedores da política. Nas suas tão apreciadas reflexões acerca da guerra justa, Michael Walzer descreve a invasão do Afeganistão como “um triunfo da teoria da guerra justa”. Os factos, esses, são ignorados, mesmo os mais óbvios. Com a “guerra justa” e o contra-terrorismo, os EUA colocam-se à margem dos princípios fundamentais que regem a ordem mundial, em cuja formulação e estabelecimento tiveram, aliás, um papel fundamental: a Carta das Nações Unidas, as Convenções de Genebra e os Princípios de Nuremberga. A “National Security Strategy” [Estratégia Nacional de Segurança], reconhece aos EUA o direito de levar a cabo a “guerra preventiva”. Ou seja, o direito de cometer agressões, pura e simplesmente. 
| 21 de Maio de 2006 Dahlia Wasfi Depoimento de Dahlia Wasfi numa reunião de congressistas estadunidenses sobre a situação no Iraque, em 2 de Maio passado. Dahlia Wasfi é cidadã norte-americana, de origem iraquiana, filha de mãe judia e pai árabe. Visitou os familiares no Iraque em 2004 e 2006 e o seu testemunho é feito com base no que observou. “A vossa obrigação para com o povo do Iraque, para com o povo americano, e para com o resto do mundo, é a retirada imediata e incondicional das tropas e dos mercenários americanos do Iraque.” 
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20 de Maio de 2006 Sabah Ali “A questão continua a ser como é que semelhante governo, com a desconfiança mútua dos seus membros, as suas agendas ocultas e as suas trincheiras sectárias e étnicas, vai conseguir abordar as descomunais complicações da situação iraquiana. Nenhum deles confia nos outros o suficiente para lhes permitir controlar as forças de segurança.” 
| 18 de Maio de 2006 José Mário Branco A actual crise política entre os EUA e o Irão é um terreno em que podemos observar o papel de porta-vozes da política imperial dos EUA que é o de alguns “jornalistas” e comentadores dos média portugueses, como Luís Delgado, Pacheco Pereira, Vasco Rato, Severiano Teixeira e outros. O problema deles é que são muito pouco credíveis: há bem pouco tempo, a propósito do Iraque, enganaram descaradamente os seus leitores e ouvintes; a memória não é assim tão curta. Mas nem isso, agora, os inibe. O caso de José Manuel Fernandes (JMF), director do jornal Público, é típico. Ao comparar o presidente iraniano com Adolf Hitler, JMF tem um objectivo concreto: evitar que nós reparemos que, na realidade, a actual política expansionista e agressiva dos EUA é que se pode, de algum modo, assemelhar à política expansionista (“lebensraum”) e agressiva do nazismo. 
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6 de Maio de 2006 John Pilger Presos no elevador do Hilton, a olhar para a CNN, os meus companheiros de ascensor bem podem ser desculpados por não conseguirem compreender o que é o Médio Oriente, ou a América Latina, ou outra região qualquer. Estão isolados. Nada lhes é explicado. O Congresso cala-se. Os democratas estão moribundos. E os médias mais livres do mundo insultam o público todos os dias. Como dizia Voltaire: “Aqueles que te podem levar a acreditar em insanidades, podem levar-te a cometer atrocidades“. 
| 27 de Fevereiro de 2006 Arundhati Roy, escritora Não é irónico que o único espaço público seguro para um homem que ainda há pouco tempo falava com tanto entusiasmo da modernidade da Índia seja uma fortaleza medieval em ruínas? Como o Purana Qila também hospeda o jardim zoológico de Deli, o auditório de Bush serão algumas centenas de animais enjaulados juntamente com uma lista autorizada de seres humanos enjaulados. 
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7 de Fevereiro de 2006 Pedro de Pezarat Correia Tudo correu mal a George Bush e teve de encolher as garras. A resistência iraquiana obriga-o a prolongar, por anos e sem fim à vista, uma guerra planeada para durar poucas semanas. Agora, na actual estratégia indirecta contra Teerão, está-se perante uma das mais hipócritas e intensas campanhas internacionais de que há memória à qual, lamentavelmente e salvo raras e honrosas excepções, a generalidade dos jornalistas, analistas e comentadores se curva acriticamente, por mero seguidismo, ignorância, ou má-fé. 
| 29 de Janeiro de 2006 Rui Pereira, jornalista Que se passa, hoje em dia no Iraque? De acordo com o dispositivo de propaganda oficial, passa-se ali, o que, por exemplo, se passava nas ex-colónias portuguesas, durante as guerras do final do regime. As NT (Nossas Tropas) controlavam os TO (Teatros de Operações), que eram incidentalmente atingidos por operações terroristas. 
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