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27 de Setembro de 2007 André Levy Os sinais de que os EUA estão a planear um ataque ao Irão continuam a emergir do interior do Pentágono e dos serviços de inteligência. Ahmadinejad vai descartando a probabilidade de os EUA atacarem o seu país . Temo que esteja a dar mais crédito à racionalidade da administração Bush-Cheney do que esta tem demonstrado merecer. Ou melhor, ela obedece a uma razão, mas a do imperialismo e seus interesses geoestratégicos, e não à lógica do direito internacional, da paz e respeito entre nações. Há que dar atenção e peso aos tambores de guerra que tocam cada vez mais alto em direcção ao Irão, preparando terreno para o momento oportuno. 
| “Não-governamental”?Uma “ONG” pouco recomendávelRobert Ménard, da Repórteres Sem Fronteiras, segue as pisadas de Washington e legitimiza a tortura 20 de Setembro de 2007 Salim Lamrani Robert Ménard, secretário-geral dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) desde 1985, é uma figura conhecida dos médias que afirma defender “a liberdade da imprensa” e se auto-adorna com um discurso humanista muito apreciado pela opinião pública. Mas tem sempre estendido o tapete aos EUA nos momentos delicados da sua agenda internacional – contra Cuba, a Venezuela, o Haiti, o Iraque e, agora, contra a China. Em Outubro de 2006, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a lei iníqua que legaliza a tortura e declara estar-se nas tintas para as Convenções de Genebra. Em Agosto deste ano, Ménard legitimou a tortura num programa de rádio. Não admira. A RSF é, confessadamente, financiada por uma organização estadunidense ligada à CIA. 
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12 de Setembro de 2007 Dr. Abu Muhammad, representante do Partido Baas Iraquiano “É uma verdade conhecida por todos os que observam a política estadunidense: o preverso maníaco da guerra Bush não quer admitir a derrota do seu projecto colonialista ilegítimo, pois isso levaria ao colapso da sua presidência e ao fim da sua guerra fascista e criminosa”. 
| 11 de Setembro de 2007 Patrick McElwee e Robert Naiman (Just Foreign Policy) Em Outubro de 2006, investigadores da Universidade Johns Hopkins publicaram um artigo colectivo na revista médica The Lancet, uma das mais importantes e respeitadas da Europa, onde calculam que 650.000 iraquianos foram mortos em consequência da invasão do seu país pelos Esatdos Unidos. O relatório foi rapidamente marginalizado no debate público nos EUA. A Just Foreign Policy criou uma actualização da estimativa da Lancet para contabilizar as mortes violentas que ocorreram desde essa data. A nossa melhor estimativa, que tratamos de actualizar com regularidade, é que cerca de um milhão de iraquianos foram mortos por meios violentos em consequência da invasão e da ocupação. 
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Em busca de uma cama em BassoráUm desastre previsívelSoldados britânicos no buraco. Felicity Arbuthnot espera o pior 5 de Setembro de 2007 Felicity Arbuthnot De rabo entre as pernas, e pela calada da noite, os soldados britânicos saíram do palace que ocupavam no centro de Bassorá e foram para a velha base aérea de Shuaiba, a oeste da cidade. Podem falar com quem quiserem em Bassorá, todos vos dirão que estão agora muito pior do que no tempo de Saddam Hussein. Os “nossos rapazes” nada fizeram por uma cidade e uma região (o sul do Iraque), depois de as terem destruído à bomba em 1991, nos 13 anos do embargo e agora desde 2003. Nem sequer têm a noção dos tesouros – históricos, arquitectónicos, paisagísticos – onde andam aos tiros e aos pontapés às portas. Em Bassorá não se gosta decisivamente dos britânicos – quem o fôr, não arranja cama para dormir. 
| 23 de Agosto de 2007 John Pilger, Znet Commentaries “A academia israelita tem vindo há muito tempo a facultar apoio intelectual, linguístico, logístico, técnico, científico e humano a uma ocupação que viola directamente as leis internacionais, e contra a qual nenhuma instituição académica israelita alguma vez assumiu uma posição pública”. Qualquer coisa está a mudar. Talvez o horror panorâmico do Verão passado, transmitido para os ecrãs de televisão de todo o mundo, tenha chamado a atenção da comunidade internacional para uma das fontes principais da insegurança das nossas vidas, Israel. A experiência sul-africana mostra que um boicote das instituições, mercadorias e serviços de Israel, diz o historiador israelita Ilan Pappé, “não irá mudar a posição [de Israel] de um dia para o outro, mas enviará um sinal claro de que [as premissas do Sionismo] são racistas e inaceitáveis no século XXI… Eles vão ter de optar”. Tal como todos nós. 
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20 de Agosto de 2007 Aeneas, Signs of the Times É raro o dia sem pelo menos um atentado à bomba no Iraque ou no Afeganistão, logo apresentado pelos médias como trabalho dos resistentes iraquianos. Uma coisa é uma resistência armada cometer atentados suicidas contra tropas de ocupação, outra totalmente diferente será usá-los para alvejar e matar civis. Querem meter-nos na cabeça que os resistentes, no Iraque, são loucos extremistas a tal ponto brutais, bárbaros e fanáticos que farão seja o que for para lutar contra a “liberdade” – até matar o seu próprio povo. À pessoa que conseguir apresentar um argumento convincente que explique porque é que qualquer grupo árabe ou islâmico anti-americano iria matar centenas de milhares de iraquianos como reacção à ocupação estadunidense do Iraque, Joe Quinn oferece uma recompensa de 1 milhão de dólares… 
| A propósito do artigo do “Observer” de Londres “Fadiga põe exército dos EUA de rastos"Acabemos com isto tudoBlues de Uma Mulher Árabe – Reflexões numa garrafa fechada... 14 de Agosto de 2007 Layla Anwar Acabo de ler no Observer, a revista irmã do Guardian, que o exército dos EUA no Iraque está de rastos de fadiga. O artigo diz que esses pobres soldados estão a padecer de perturbações do sono, do proverbial stress pós-traumático, de problemas conjugais, de exaustão, de lassidão e de acessos de superstição aguda… Então os vossos rapazes estão cansados, exaustos? Oh, tenho tanta pena! Porque eu sei bem o que é estar cansada. Eu e um sem número de outros sofremos da síndrome de fadiga crónica de ocupação. 
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9 de Agosto de 2007 John Pilger (*) Clinton é capaz de reunir grandes maquias por ser, comparado com o desprezado Bush, o bom rapaz defeituoso que fez o melhor que podia pelo mundo e trouxe o boom económico aos EUA – o lendário sonho americano, nem menos. Ambos esses atributos são mentiras finamente urdidas. O que Clinton e Blair mais têm em comum é serem os líderes mais violentos dos seus países nos tempos modernos; incluindo Bush. Vejam só o verdadeiro cadastro de Clinton. 
| 18 de Julho de 2007 Seumas Milne, The Guardian No Iraque, o que chama as atenções do mundo são os ataques suicidas e as matanças sectárias. Mas é a guerra de guerrilha travada pela resistência iraquiana que tem tido um efeito devastador nas tropas estadunidenses e britânicas. Agora estes grupos da resistência armada querem criar uma frente unida – e uma plataforma política. Seumas Milne entrevista alguns dos seus líderes em Damasco. 
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18 de Junho de 2007 Paulo Dá Mesquita Um importante acórdão de um tribunal de recurso estadunidense determinou que Al-Marri - acusado de ligações à Al-Qaida e sujeito à jurisdição militar - deveria ser sujeito a um julgamento em tribunal comum, com o direito a confrontar as provas da acusação devendo em consequência deixar de estar sujeito à detenção militar. Não sendo uma rotura com repercussão generalizada nas decisões da actual administração norte-americana, esta decisão expressa as tensões existentes num complexo contexto de contradições entre a sociedade civil estadunidense e o poder estadual e dos seus temporários titulares. 
| 11 de Junho de 2007 Noam Chomsky A instalação de um sistema de defesa antimísseis na Europa oriental é, na prática, uma declaração de guerra. Experimentem imaginar como reagiria a América se a Rússia, a China, o Irão ou qualquer outra potência estrangeira ousasse pensar, apenas pensar, em instalar um sistema de defesa antimísseis na fronteira dos EUA ou na sua proximidade, ou se executasse, de facto, este plano. (...) É notório, em todo o mundo, que a defesa antimísseis é uma arma de primeiro ataque. 
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11 de Junho de 2007 Global Policy Forum (www.globalpolicy.org) As forças da coligação ergueram acampamentos [militares] em sítios arqueológicos vulneráveis e destruiram cidades históricas durante as suas operações militares. Apesar das múltiplas petições provenientes do mundo inteiro, os ocupantes deixaram as jazidas arqueológicas à mercê dos ladrões, mostrando um grave desprezo pelas leis internacionais. Os saqueadores espoliaram dezenas de jazidas importantes, e a espoliação continua dia após dia. Nota do TMI-AP: Este é um dos capítulos de um extenso relatório sobre os diversos aspectos e consequências da agressão ao Iraque, produzido por 31 ONGs de todo o mundo sob a coordenação do Global Policy Forum no âmbito de consultas da ONU. A maior parte dos capítulos podem encontrar-se em língua castelhana aqui , e o documento integral em inglês aqui . 
| Se concorda, subscreva este manifestoA SaídaDeclaração do Tribunal de Bruxelas e da Rede Internacional Anti-Ocupação 13 de Maio de 2007 BRussels Tribunal/IAN As forças dos EUA devem negociar uma retirada imediata com a resistência iraquiana. O povo norte-americano deve responsabilizar os seus dirigentes pelo crime de guerra de agressão. 
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Livro-proposta-plataforma de iraquianos não comprometidos com os ocupantesIraque: um Projecto para a PazA Resistência iraquiana tem soluções para o futuro do Iraque, falta retirar-se o ocupante 13 de Maio de 2007 Karen Button, Beirute (Líbano) “Os Estados Unidos falam sobre a retirada depois de (...) transformarem o novo Iraque num palco generalizado de violência e de medo, ante o desprezo das forças de ocupação.” Assim começa um novo plano de paz intitulado Planificando o Futuro do Iraque: Um projecto detalhado para a reedificação do Iraque pós-libertação. 
| 31 de Março de 2007 Felicity Arbuthnot As palavras que dão o título a este artigo sob a forma de carta-aberta – palavras referidas à detenção de alguns soldados britânicos apanhados em águas territoriais iranianas – tornam-se particularmente repugnantes porque pronunciadas por um dos mais poderosos ministros de um governo (o de Tony Blair) que vem sendo co-responsável pelos piores crimes contra os povos do Médio Oriente. A jornalista independente Felicity Arbuthnot (ver dados biográficos no fim do artigo) devolve-as a Gordon Brown e, revoltada e cortante, explica porquê. 
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29 de Março de 2007 Salman Abu-Sitta Dissimula-se o facto, que lentamente se vai insinuando na consciência ocidental, de que os palestinianos estiveram – e continuam hoje a estar – sujeitos à operação de limpeza étnica mais massiva, mais completa, meticulosomente planeada, executada e continuada da história moderna. Isto foi durante muito tempo negado pelos historiadores israelitas. Que há de mais natural do que uma pessoa voltar para a sua casa? Basta considerar que o direito de regresso dos palestinianos foi afirmado pelas Nações Unidas mais de 130 vezes. O pretexto de que o regresso não é possível devido ao influxo de imigrantes judeus para a Palestina que compensaria o êxodo de palestinianos não é um pretexto válido, nem moral, nem legal, nem politicamente. 
| 17 de Fevereiro de 2007 John Pilger Na sua mais recente crónica para o New Statesman, John Pilger descre os planos estadunidenses para atacar o Irão, possivelmente com armas nucleares. Apesar de a maioria dos estadunidenses ter votado em Novembro passado pelo fim da guerra no Iraque, a camarilha de Bush não se deixa desencorajar pelos insípidos protestos dos democratas e está a avançar numa nova aventura, ainda mais perigosa. 
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9 de Janeiro de 2007 Dahr Jamail, Ali al-Fadhily, InterPress Service (IPS) Não são só as crianças, ou as pessoas de Faluja que estão assustadas. «Esses soldados estão aterrorizados aqui», disse à IPS o Dr. Salim al-Dyni, psicoterapeuta de visita a Faluja. O Dr. Dyni declarou ter visto relatórios profissionais de militares psicologicamente perturbados «enquanto serviam nas áreas mais quentes, e Faluja é a mais quente e aterradora para eles». A polícia iraquiana local calcula que a cada dia são cometidos pelo menos cinco ataques contra tropas dos EUA em Faluja, e aproximadamente a mesma quantidade contra forças de segurança do governo iraquiano. Os soldados estadunidenses têm reagido de forma selvagem aos ataques cometidos contra eles. 
| 30 de Dezembro de 2006 IAC (International Action Center), EUA Esta condenação nada tem a ver com os alegados crimes do dirigente iraquiano nem constitui um julgamento histórico do seu papel na história. É o acto de um poder conquistador contra uma nação que foi ocupada contra a sua vontade. 
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