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15 de Maio de 2009 AlArabiya.net Haj Mahmud Seida, de 78 anos, vestida com traje tradicional palestiniano, apoiava-se a dois rapazes e caminhava lentamente através da devastada aldeia palestiniana de Kafrain para comemorar a Nakba, ou Catástrofe, lamentando com milhares de pessoas, no desfile pela perda da terra e do Estado, no dia em que Israel celebra o seu nascimento. “Somos o povo natural desta terra. Vamos em desfile por solidariedade com a Palestina, a nossa pátria perdida. Recusamos celebrar a fundação de Israel, construída sobre o sangue e a terra dos Palestinianos que nunca esqueceremos” disse Seid à AlArabiya.net. 
| 13 de Maio de 2009 Stephen Williams De 3 a 11 de Abril de 2002 o exército israelita bombardeou, invadiu e arrasou o campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia. No campo estavam registados 13.055 palestinianos, o número de mortes do lado palestiniano foi fixado em 60 e imensas casas foram destruídas por bombardeamentos e bulldozers. A 9 de Abril de 1948 em Deir Yassin, Sabra e Chatila em 1982, Qanã em 1996, Jenin em 2002, Gaza em 2008... 
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12 de Maio de 2009 John Pilger Grande parte da autoridade estabelecida odiava que Bush e Cheney expusessem e ameaçassem o avanço do ‘grande projecto’ da América, como lhe chama Henry Kissinger, criminoso de guerra e agora conselheiro de Obama. Em termos propagandísticos, Bush foi uma “marca do colapso” enquanto que Obama, com o seu sorriso ‘anúncio de pasta de dentes’ e virtuosos clichés, é uma Dádiva de Deus. De um golpe, ele afastou a grave dissidência interna quanto à guerra, e provocou lágrimas, desde Washington até Whitehall. Ele é o homem da BBC, o homem da CNN, o homem de Murdoch, o homem de Wall Street e o homem da CIA. Os loucos tiveram sucesso. 
| 6 de Maio de 2009 Reham Alhesi Todos os anos no dia 17 de Abril, os Palestinianos comemoram o Dia dos Presos Políticos Palestinianos. No dia 17.04.1974 o primeiro preso político palestiniano, Mahmoud Baker Hijazi, foi libertado das prisões israelitas na primeira troca de prisioneiros com Israel. Naquele mesmo dia, o Conselho Nacional Palestiniano declarou o dia 17 de Abril como o dia de solidariedade com os presos políticos, a ser comemorado anualmente. Na Palestina Ocupada as prisões e detenções são tão vulgares como o nascer ou o pôr-do-sol. Não há praticamente nenhuma família que não tenha sido sujeita a uma detenção israelita, por um motivo ou por outro. Os Palestinianos são detidos sistematicamente, o que os torna o povo que sofre de mais detenções à face da terra. É difícil de calcular o número, mas há várias fontes que consideram que o número de Palestinianos presos ou detidos por Israel desde 1967, está acima de 750 000, que perfaz 20% do total da população nos Territórios Ocupados, e aproximadamente 40% do total da população do sexo masculino.
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4 de Maio de 2009 Mohammad Khatib, membro do Comité Popular de Bil’in contra o Muro e os Colonatos O nome dele era Basem, que quer dizer sorriso e era com um sorriso que ele cumprimentava toda a gente. Todos o chamavam de “Pheel”, que significa elefante, porque ele tinha o tamanho de um elefante. Mas Basem tinha também o coração de uma criança. Foi assassinado por militares israelitas, a 17 de Maio, na manifestação semanal em Bilin contra a construção do muro e os colonatos. 
| 1 de Maio de 2009 Mário Tomé, coronel Muitos colaboram consciente ou inconscientemente no assassinato do direito internacional, mas também no assassínio da razão que tornam banais as notícias da barbárie e a própria barbárie. Aceitar ou colaborar na justificação, como acontece de forma mais ou menos ostensiva nos media, das guerras assassinas e destruidoras com base no resultado obtido, fora de qualquer apreciação de proporcionalidade, adequação e legalidade de meios, passa pelo assassinato não só do direito e da razão, mas da inteligência, do pensamento crítico. 
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28 de Abril de 2009 Arjan El Fassed Al-Ram, zona ocupada da Cisjordânia, Abril 2009 “Meus queridos irmãos e irmãs palestinianos, vim à vossa terra e nela reconheci traços da minha”. Estas são as primeiras palavras de uma carta aberta escrita por Farid Esack, intelectual e activista político sul-africano conhecido pelo seu papel na luta contra o apartheid. Numa carta composta por 1.998 palavras criteriosamente escolhidas, Esack defende que a situação na Palestina é pior do que a alguma vez vivida na África do Sul sob o regime do apartheid. Esack, um sul-africano negro, que trabalhou de perto com Nelson Mandela, está perplexo com o facto de as pessoas estarem com rodeios e não irem directo ao assunto, no que toca a Israel e à usurpação e sofrimento de que está a ser vítima o povo palestiniano. Quase cinco anos depois do Tribunal Internacional de Justiça ter declarado que o muro construído por Israel, em terra palestiniana, é “ilegal”, e de ter sido decretado o seu desmantelamento, a carta de Esack começou a ser escrita no muro com tinta de spray, ao longo de três quilómetros. 
| 24 de Abril de 2009 Eduardo Maia Costa, magistrado Síntese A guerra ao terrorismo, tal como a administração Bush a praticou, assentou na violação frontal do direito internacional e nas mais elementares regras do Estado de Direito. O tratamento dos prisioneiros de guerra foi particularmente transgressivo, como o comprova: - a atribuição do estatuto de “combatentes ilegais” e a consequente recusa de aplicação dos direitos e garantias concedidos pelas Convenções de Genebra de 1949; - o recurso sistemático à tortura e aos tratamentos cruéis, desumanos e degradantes no interrogatório dos prisioneiros, em violação de um denso acervo jurídico edificado após 1945, em que se salienta a Convenção contra a Tortura de 1984; - a instalação de um vasto arquipélago de prisões e centros de detenção, em parte secreto, onde os prisioneiros são mantidos em condições desumanas, violando as referidas Convenções de Genebra; - a entrega de prisioneiros a terceiros países para aí serem submetidos a interrogatórios sob tortura; - a criação de um sistema judicial “ad hoc” para julgamento dos prisioneiros sem independência da administração e sem as garantias mínimas de um processo justo. Os decretos emitidos por Obama, após a sua posse, anunciam a intenção de seguir um caminho diferente. Contudo, suscitam muitas dúvidas e incertezas, nomeadamente quanto ao destino dos prisioneiros considerados “perigosos” e quanto às práticas que a CIA fica autorizada a seguir, que não permitem afrouxar a vigilância e a luta. 
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19 de Abril de 2009 Laith Mushtaq, operador de câmara da Al Jazeera Laith Mushtaq foi um dos dois únicos operadores de câmara independentes que fizeram a cobertura de toda a ‘batalha de Fallujah’ em Abril 2004, onde morreram 600 civis. Passados cinco anos, ele volta a relatar os acontecimentos que testemunhou e filmou. “O que vocês viram na TV em vossas casas reflecte apenas dez por cento da realidade. Além disso, quem está a ver aquelas imagens em casa, pode mudar de canal. Mas nós estávamos lá no meio. Cheirávamos, sentíamos, víamos e tocávamos 
| 13 de Abril de 2009 Manuel Raposo, membro do Tribunal Iraque Ao fim de seis anos de invasão do Iraque, é nosso dever continuar a luta no sentido de: - Condenar a invasão e a ocupação do Iraque e o apoio e colaboração prestados pelos sucessivos governos de Portugal aos agressores; - Exigir ao Governo português a explícita e frontal demarcação da política seguida pelos EUA no Iraque, recusando a utilização da base das Lajes para fins de manutenção da ocupação do Iraque, e desenvolvendo esforços políticos e diplomáticos para repor a legalidade internacional no Iraque, a começar pela retirada dos ocupantes, nomeadamente das forças militarizadas portuguesas. 
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12 de Abril de 2009 Eva Bartlett O graffiti carregado de ódio “Kill Arabs” (mata Árabes) divulgado no diário israelita Ha’aretz e em vários outros jornais, além de se encontrar espalhado por todos os territórios da Faixa Gaza bombardeados e ocupados por militares, está também garatujado nas paredes da casa de Mousa al Samouni, de dezanove anos e dos dez membros da sua família, no bairro Zeitoun a leste da cidade de Gaza. Nas paredes contíguas lê-se “ podes fugir mas não te podes esconder” e “1948-2009”, referências à Nakba e àquilo a que muitos dão o nome de a nova Nakba – as três semanas de guerra em Gaza. No interior da casa desta família, os soldados israelitas esburacaram as paredes fazendo cinco divisões para uso de atiradores, e atrás das quais eles próprios se apoiavam em sacos cheios de areia escavada das telhas da casa. 
| 12 de Abril de 2009 Manuel Raposo A ocupação do Iraque pelas forças dos EUA não é só militar. Sabemos desde início que se trata de um projecto muito mais vasto que tem a ver com todo o Médio Oriente e mesmo com o Mundo. Por isso as forças ocupantes se preocuparam em destruir o Estado e em destroçar as estruturas sociais iraquianas. Tal projecto procurou implantar instituições, modos de vida, práticas políticas trazidas pelos ocupantes norte-americanos. O governo e o parlamento iraquianos impostos pelos EUA, as polícias e as forças armadas iraquianas treinadas e mantidas pelos EUA são instrumentos ao serviço daquele projecto de dominação. O mesmo se pode dizer das leis, dos tratados, dos acordos impostos pelos ocupantes – são meios destinados a garantir os interesses dos EUA no Iraque. 
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28 de Março de 2009 Marcy Newman, Tradução de Joana S. Piedade No início de Março quando a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, presidiu a uma conferência de imprensa em Ramallah com Mahmoud Abbas, cujo mandato enquanto presidente da Autoridade Palestiniana terminou oficialmente a 9 de Janeiro, um jornalista do Washington Post perguntou-lhe acerca das 143 casas palestinianas em Jerusalém que Israel pretende demolir nas próximas semanas. A responsável norte-americana disse que “claramente este tipo de actividade não ajuda à paz e não está de acordo com as obrigações previstas no plano de acção acordado”. Enquanto alguns aclamaram estas declarações como uma condenação ao projecto contínuo de limpeza étnica levado a cabo por Israel, para muitos outros a trabalhar no terreno as palavras pareceram insensíveis e levianas. Desde a referida conferência de imprensa, o número de lares palestinianos que Israel pretende ocupar aumentou de 143 para 179.
| 27 de Março de 2009 Livien De Cauter, Tribunal BRussells O sexto aniversário da invasão do Iraque é um triste motivo para se fazer o balanço - durante seis anos de ocupação, 1,2 milhões de cidadãos foram mortos, 2.000 professores universitários mortos, e 5.500 académicos e intelectuais assassinados ou presos. Há 4,7 milhões de refugiados: 2,7 milhões no interior do país e 2 milhões fugiram para os países vizinhos, entre os quais 20.000 médicos especialistas. Segundo a Cruz Vermelha, o Iraque é agora um país de viúvas e órfãos: dois milhões de viúvas como resultado duma guerra, dum embargo, de nova guerra com ocupação, e cinco milhões de órfãos, muitos dos quais sem lar (estimam-se em 500,000). Quase um terço das crianças iraquianas sofre de malnutrição. Cerca de 70 por cento das raparigas já não frequentam a escola. Os serviços médicos, não há muito tempo os melhores da região, paralisaram totalmente: 75 por cento dos quadros médicos abandonaram a actividade, metade dos quais fugiram do país e passados seis anos de “reconstrução” os serviços de saúde no Iraque ainda não reúnem os critérios mínimos. 
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21 de Março de 2009 Com base em artigo de Bill Van Auken Há seis anos, contrariando a opinião pública do seu país, os EUA resolveram mostrar ao mundo o que é “choque e pavor”. Seis anos depois, a guerra de agressão continua. 20 de Março de 2003 marca o início de uma guerra de agressão baseada em mentiras, a pretexto de libertar um povo, lançando-o para uma catástrofe sem fim à vista que ficará para a história como um dos grandes crimes do século. Seis anos depois, estimativas credíveis dão conta de um milhão de iraquianos mortos, 15 a 20% da população fugiu, 2 milhões são agora refugiados nos países vizinhos e 2,8 milhões estão deslocados no próprio país. 
| 21 de Março de 2009 Robert Fisk As autoridades afirmam que ele planeou um ataque bombista suicida no parlamento. Os seus companheiros insistem que o MP Iraquiano é um conceituado defensor dos direitos humanos. Entretanto ninguém sabe o que lhe aconteceu. 
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16 de Março de 2009 Palestine Monitor Depois de demolida a tenda pela polícia israelita, foi uma vez mais reconstruída. Quando do testemunho recolhido no local pela delegação que integrava os membros do Tribunal Iraque, já ia na sexta vez que a tenda era levantada. A firmeza de Umm Kamel é um exemplo de luta contra a tentativa de correr com os palestinianos da sua terra. Silenciar ou pactuar com o que se passa é uma vergonha para qualquer governo. 
| 14 de Março de 2009 JCSER, Tradução de Francisca Macias Um relatório publicado pela Unidade de Investigação e Documentação de JCSER (Centro de Jerusalém pelos Direitos Sociais e Económicos) divulgava que Silwan vai ser sujeita à maior estratégia israelita em judaizar a cidade e os seus habitantes, através de acções conjuntas do governo, de departamentos israelitas não governamentais e de colonatos judeus. 
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10 de Março de 2009 TMI, Tradução de Joana S. Piedade Um exemplo: refugiada três vezes desde 1948, depois de lhe demolirem a casa, vive agora numa tenda que o exército israelita já deitou abaixo seis vezes e de novo foi levantada. Umm Kamel é um exemplo vivo de dignidade e resistência 
| 9 de Março de 2009 Saed Bannoura - IMEM O investigador palestiniano Awni Farawna, especialista em processos de prisões políticas, declarou que o exército israelita sequestrou 7.600 crianças palestinianas, rapazes e raparigas, desde o ano de 2000, 246 das quais ainda estão presas. Pelo menos 200 destas crianças ficaram sob prisão administrativa, sem acusações nem julgamento. Algumas tinham apenas doze anos de idade. 
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