5 de Março de 2009 Carlos Varea, Paloma Valverde e Ester Sanz, editores Ao longo destes anos da ocupação do país, pese embora a inicial oposição mundial à guerra, a comunidade internacional olhou para o lado enquanto o Iraque era destruído desde os seus alicerces,enquanto a sua estrutura social se desintegrava, fruto da violência e do sectarismo que a ocupação e a guerra provocaram.A ocupação do Iraque gerou a maior e mais rápida crise mundial de refugiados das últimas décadas (cerca de cinco milhões de refugiados e deslocados internos) e a violência fez mais de um milhão de vítimas. Diante destes números aterradores o espólio do património do Iraque – que é o de toda a humanidade – ou da sistemática destruição das suas bibliotecas podem servir como epítomes da vontade de destruir também a memória colectiva deste povo, construída, pesem embora as vicissitudes políticas internas e regionais das décadas anteriores, sobre a integração dos cidadãos e a secularização dos seus habitantes”. 
| 26 de Fevereiro de 2009 Reem Salahi Relatório escrito por um membro da delegação da Sociedade Nacional de Advogados, que esteve recentemente em Gaza. A história repete-se. Com a chave da sua casa agora demolida, ao pescoço, a mulher palestiniana de meia-idade, de pé à minha frente, tinha sobrevivido à primeira Nakba de 1948 (“ O Dia da Catástrofe “ assinalando o êxodo dos Palestinianos das suas casas com a criação do Estado de Israel) e resistira à segunda, a Nakba de 2009, mais destruidora e mortífera do que a primeira. 
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16 de Fevereiro de 2009 Moussa Abuanim «Esta é a primeira guerra feita contra uma população civil confinada», impedida de sair dos cenários de bombardeamentos por quem a bombardeia, disse o ministro conselheiro da Autoridade Palestiniana, Moussa Abuanim, num debate no Porto, na tarde de 31 de Janeiro.
| 16 de Fevereiro de 2009 John Pilger, Tradução de Jorge Azevedo Depois de denunciar a deturpação da verdade pela generalidade dos meios de comunicação e o ocultar os crimes cometidos por Israel, John Pilger termina por afirmar que «um dia virá, em que jornalistas e editores poderão ser chamados não apenas para explicar porque não contaram a verdade sobre estes criminosos, mas para se sentarem no banco dos réus ao seu lado. 
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8 de Fevereiro de 2009 John Tirman, The Nation As terríveis perdas humanas no Iraque: cerca de 1 milhão de mortos, 4.5 milhões de desalojados, 1 a 2 milhões de viúvas, 5 milhões de órfãos. Agora que Bush se foi embora, é hora de os norte-americanos enfrentarem honestamente os danos causados e assumirem as suas responsabilidades. E qual a parte que cabe a Portugal? 
| 5 de Fevereiro de 2009 Amnistia Internacional O exército israelita utilizou flechettes contra a população civil de Gaza Para além de fósforo branco, o exército israelita utilizou uma variedade de armas em áreas muito populosas, nas três semanas de guerra que começou em 27 de Dezembro.
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4 de Fevereiro de 2009 Dar Babel, BRuxellsTribunal A verdade sobre a tortura no Iraque: Centro de Detenção de Tikrit 2ª Parte 
| 1 de Fevereiro de 2009 Dar Babel, BRuxellsTribunal Tortura em Prisões do Iraque Local: Tikrit - Salah al-Din
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25 de Janeiro de 2009 TMI-AP O TMI-AP foi uma das organizações que convocou a manifestação de 24 de Janeiro, no Largo Camões, em Lisboa. Em nome do TMI-AP, Manuel Monteiro tomou a palavra, acentuando a necessidade de pormos fim à cumplicidade das autoridades portuguesas no apoio a Israel. 
| 19 de Janeiro de 2009 Hisham Abu Taha Cidade de Gaza - Os estados árabes acusaram ontem Israel de utilizar munições contendo urânio empobrecido no 22.º dia de guerra em Gaza quando Tel Aviv declarou que retiraria todas as tropas da faixa costeira e enquanto isso Barack Obama é hoje celebrado como presidente dos Estados Unidos. 
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19 de Janeiro de 2009 DPA Uma delegação da Amnistia Internacional visitou a Faixa de Gaza e encontrou sinais indesmentíveis de largo uso de fósforo branco em zonas civis densamente populosas na cidade de Gaza e no norte. 
| 19 de Janeiro de 2009 Eduardo Galeano, Tradução de Francisca Macias Para se justificar, o terrorismo de estado gera terroristas: ele planta ódios e colhe álibis. Tudo indica que esta matança em Gaza, que segundo os seus autores é para acabar com os terroristas, só serve para os encorajar. Este artigo é dedicado aos meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latino-americanas de quem Israel foi assessor

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31 de Dezembro de 2008 Theodoros Pangalos, membro do Parlamento (Grécia) A embaixada de Israel na Grécia enviou em Dezembro a Theodoros Pangalos, membro do parlamento grego, três garrafas de vinho como presente de boas-festas da parte do embaixador Ali Giachia. Theodoros Pangalos devolveu o presente com uma carta.

| 21 de Março de 2008 Layla Anwar A quem não o saiba lembramos que, sob a ex-ditadura, nós estávamos vivos e que, agora, somos apenas cadáveres... 
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21 de Março de 2008 Traduzido do árabe por Eman A. Khamas Quando invadiram o Iraque, a primeira coisa que os exércitos estadunidense e britânico atacaram foram os institutos, escolas e universidades científicos e de investigação, incendiando bibliotecas e património histórico, que expuseram à pilhagem e ao saque. Prova disso é o facto de o Iraque ter perdido 5.500 dos seus cientistas desde a invasão anglo-estadunidense de Abril de 2003. Os invasores tinham consciência do grande desenvolvimento científico e técnico do Iraque. Assassinar os cientistas iraquianos integra-se numa estratégia de “caos criativo” seguida pela ocupação desde a invasão, com o intuito de dominar os iraquianos e de os subjugar. Um caos sofisticadamente organizado. 
| 4 de Janeiro de 2008 Dahr Jamail “Se os EUA saírem do Iraque, vai agravar-se o sectarismo violento entre sunitas e xiitas”. É isto que tanto democratas como republicanos nos querem levar a crer. É um elemento chave da retórica utilizada para justificar a continuação da ocupação do Iraque. Esta propaganda, como outras do mesmo jaez, só ganha consistência, substância e realidade devido à ignorância de quem a digere. Eis como Dahr Jamail, conhecedor como poucos da realidade iraquiana, desmonta semelhante propaganda. 
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2 de Janeiro de 2008 James Cogan, WSWS As notícias dos médias sobre festas de Ano Novo em certas zonas de Bagdade não conseguem disfarçar o facto de os iraquianos terem pouco a esperar do ano 2008 e ainda menos a festejar quanto a 2007. O ano passado foi mais um ano de morte, de destruição e de sofrimento. Em 2008 assistir-se-á à continuação da matança e da mutilação. Apesar da diminuição do número de baixas nos últimos três meses, o comandante estadunidense no Iraque, Petraeus, foi prevenindo que “inevitavelmente continuará a haver duros combates, dias difíceis e semanas difíceis”. 
| 27 de Dezembro de 2007 José Manuel Pureza Cada guerra é sempre um laboratório das guerras que virão depois. A guerra de agressão contra o Iraque tem-no sido a vários títulos. O da penetração da guerra pelo credo neo-liberal da privatização é certamente dos mais importantes. Na última década, os Estados Unidos subcontrataram crescentemente as tarefas mais sujas de execução da guerra em empresas privadas. O limbo jurídico em que se encontram estes executantes da guerra é o rosto legal de uma intensa batalha política. A responsabilização penal destes actores atípicos disputa-se no campo do Direito Internacional e da sua aplicabilidade. Militar e político, o atoleiro iraquiano é-o também no plano jurídico. 
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24 de Dezembro de 2007 Abdel Bari Atuan Para Abdel Bari Atuan, as doações feitas à Autoridade Palestiniana na Conferência de Paris não têm outra finalidade que não seja a de recompensar a liquidação da resistência palestiniana. É um presente envenenado. 
| 14 de Dezembro de 2007 Mark Benjamin Um cidadão do Iémene nunca acusado do que quer que seja pelos EUA conta em pormenor os 19 meses de brutalidades e torturas psicológicas que lhe foram infligidos pela CIA, ao serviço da política norte-americana. A primeira narrativa completa, na primeira pessoa, sobre como funcionam as prisões secretas dos EUA no estrangeiro. Já agora, não esqueçamos que um número considerável dos voos clandestinos e ilegais que lhe estão associados têm tido apoios em Portugal (nomeadamente nas Lages, Açores), sob o olhar complacente dos governos do PSD e do PS. 
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