Numa notícia enviada às 3h33 (hora de Meca) da tarde sábado , a Mafkarat al-Islam (Islammemo) informa que o “Supremo Tribunal Criminal Iraquiano” fantoche ordenou a execução de três mulheres iraquianas sob a acusação de envolvimento em ataques da Resistência em Bagdade. O “tribunal” fantoche chamou “terrorismo” a essa actividade da Resistência.
Segundo o correspondente da Mafkarat al-Islam em Bagdade uma fonte da Guilda dos Advogados Iraquianos disse que as mulheres, todas sunitas, são:
- Wasin Talib, de 31 anos, acusada pela morte de cinco polícias fantoches durante um ataque da Resistência;
- Zaynab Fadil, de 25 anos, acusada de atacar uma patrulha conjunta de forças dos EUA e forças fantoches iraquianas em Bagdade, em Setembro de 2006, juntamente com o marido e um primo; e
- Liqa’ Umar Muhammad, de 26 anos, acusada de tomar parte, com o marido e o irmão, na morte de um oficial na “Zona Verde” de segurança máxima, em torno do Palácio da República, no centro de Bagdade.
O advogado Walid al-Hayyali disse que o tribunal ordenou a execução das três mulheres nos termos do Parágrafo 156, sem lhes permitir designar qualquer advogado para as representar e defender. Sem advogado de defesa, não tiveram possibilidade de recorrer nem de pedir a anulação das acusações contra elas.
Al-Hayyali apelou ao mundo islâmico para agir denunciando o “veredicto” e impedir a execução das três mulheres, indicando que Liqa’ Muhammad deu à luz na prisão há alguns meses e ainda está a amamentar o filho e que Wasin Talib tem uma filha de 3 anos.
As três mulheres estão presentemente detidas na prisão al-Kazimiyah, situada no bairro xiita do mesmo nome, um reduto da milícia pró-iraniana Jaysh al-Mahdi.
Noutra notícia enviada às 21h49 (hora de Meca) de sábado, a Makfarat al-Islam informa que Hajjah Hamddiyah al-‘Isawi, mãe de Liqa’ Muhammad, pediu a libertação da filha. Ela declarou que, se a filha, cuja execução está prevista para o dia 3 de Março, não puder ser libertada, então será melhor a Resistência bombardear a prisão e a filha morrer assim, de preferência a deixá-la cair nas mãos dos sicários da milícia sectária pró-iraniana.
O correspondente da Mafkarat al-Islam encontrou-se com Hajjah na sua casa, no centro de Bagdade. Disse que, quanto a filha foi detida, estava no primeiro mês de gravidez e que, há precisamente um mês, tivera o filho atrás das grades. Hajjah disse não ter informações sobre o que aconteceu ao neto.
Disse ainda que o “tribunal” fantoche não lhe permitiu designar um advogado para representar a filha, nem lhe for a dito quanto teria lugar o julgamento. Hajjah disse que a filha Liqa’ foi acusada de pertencer à al-Qaeda e de ter morto polícias fantoches, mas que a filha estava realmente fora do Iraque na altura dos factos que foi “acusada” de cometer.
Hajjah Hamdyiah disse à Mafkarat al-Islam que tem procurado alguém que a possa socorrer e que esperava que, através das agências noticiosas, houvesse algures alguém que pudesse fazer alguma coisa para evitar a execução da filha.
O correspondente relata que a sua entrevista com Hajjah terminou quando a senhora desmaiou devido ao stresse a que tem estado submetida.
(Artigo original em inglês em: www.uruknet.info?p=30542)
(Tradução para português: TMI-AP)