Fonte: Uruknet | Tradução de F. Macias
Os organizadores disseram que pelo menos 3.000 manifestantes fizeram na sexta-feira passada, uma marcha junto ao muro que separa a aldeia de Bil’in dos terrenos agrícolas, para marcar o quinto aniversário do protesto feito pelos moradores contra o muro.
Membros da organização do protesto disseram também que a marcha semanal “celebrava” a decisão do exército israelita de cumprir a ordem do tribunal de há dois anos, para retirar a barreira do centro da aldeia.
“ O tribunal israelita já tinha decidido há dois anos, que o Muro deveria ser retirado daqui, mas foi a nossa luta e não o tribunal deles, que obrigou o exército a cumprir agora esta decisão”, disse Mohammed Khatib, organizador da aldeia, numa declaração.
E acrescentou que “O Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, decidiu que o Muro deveria ser derrubado na sua totalidade e não apenas parcialmente, como o tribunal israelita tinha ordenado”.
Um grupo de adolescentes e jovens palestinianos arrancou, com sucesso, trinta metros da cerca de arame farpado, do muro. Soldados israelitas, com equipamento completo anti-motins, utilizaram canhões de água com um líquido nauseabundo, conhecido por “skunk”, para dispersar os manifestantes.
Os soldados também atiraram granadas de gás lacrimogéneo e de som, numa tentativa de dispersar o grupo, que exigia que Israel devolvesse as terras confiscadas à aldeia.
Os manifestantes carregavam cartazes com o retrato de Bassem Abu Rahma, morto em 2009, quando foi atingido num protesto, com uma projéctil de gás lacrimogéneo.
Membros da organização disseram que dois manifestantes foram atingidos sem gravidade. Um, de acordo com o que algumas pessoas disseram, foi atingido com uma granada de gás lacrimogéneo na perna e o outro atingido no estômago por uma bala de borracha.
O protesto de sexta-feira mobilizou também bastantes dignitários, incluindo o Primeiro-Ministro interino Salam Fayyad, um membro do Comité Central da Fatah, Nabil Sha’ath, e o assessor do presidente, Sabri Saidam.
Fayyad dirigiu-se à multidão, expressando o seu apoio pessoal às acções da resistência popular, assim como o apoio institucional do governo mandatado, ao dar força à determinação dos Palestinianos pelas suas terras “A liberdade está muito próxima” disse ele aos manifestantes.
Membros do Conselho Legislativo Palestiniano, Abdallah Abdallah, Walid A’ssaf, Mustafa Barghuthi, ministros do Gabinete indigitado da Autoridade Palestiniana, Maher Ghniem (terras confiscadas), Khaled Qawasmi (governo local), e Majida Al-Masri (assuntos sociais).
Do Comité Executivo da OLP, Taysir Khaled participou na marcha, ao lado do membro do Knesset Israelita, Dov Hnein da Frente Democrática para a Paz e a Igualdade, o prefeito de Genebra, Remei Vagani, o prefeito de Jericho Hasan Saleh e dezenas de outros dignitários, lado a lado com os Palestinianos, Israelitas e apoiantes internacionais.
Membros da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (DFLP), de esquerda, comemoraram o aniversário da sua fundação, no evento.