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Mesmos paramilitares atacam sunitas e xiitas
Plano para fracturar o Iraque
20 de Junho de 2006
Max Fuller, ComRed TMI-AP
Fonte: brussellstribunal.org
Segundo a Quds Press, citada num relatório da Resistência de 8 de Março, cerca de 1000 famílias sunitas fugiram de suas casas na área de Madain depois de terem recebido ameaças de morte de membros da polícia e da polícia especial.
 
De uma perspectiva  exterior, é extremamente difícil discernir se a Resistência tomou conta de Diyala ou se rebentou uma verdadeira guerra civil em bases sectárias.  Suspeitamos, contudo, de acordo com argumentos concretos, que as forças de segurança treinadas, armadas e guiadas pelos britânicos e norte-americanos estão a cometer crimes terríveis contra a humanidade no seu papel de cães de fila da ocupação.
 
Se quisermos encontrar sentido no que acontece no Iraque, temos de reconhecer que palavras como SCIRI [Conselho Superior da Revolução Islâmica no Iraque], Badr e Mahdi, juntamente com frases tais como guerra civil, violência sectária, mortes por vingança e assassinatos por dá-cá-aquela-palha servem apenas para desviar da questão central – a ocupação – e mistificar o que é uma verdadeira e mortífera guerra contra a insurreição.
 
No meio de um agudo conflito como o que tem lugar entre a Ocupação e a Resistência, poderia ser possível concluir que uma “guerra civil sectária” está em curso. Esta parece ser a definição preferida para os meios de informação ocidentais instalados.
 
O que parece mais certo é que está em curso um processo planeado para fracturar o país segundo linhas étnico-confessionais. Cada vez mais provas de um tal propósito começam a aparecer, incluindo um relato recente publicado pelo Tribunal de Bruxelas anonimamente, com origem no Iraque, que refere provas de que as mesmas unidades especiais de operações secretas são empregues na fabricação de ataques sectários tanto contra sunitas como contra chiitas iraquianos. E ainda há indicações de que outras mortes são levadas a cabo por esquadrões da morte que operam de dentro dos serviços de protecção paramilitares.
 

Extraido do artigo “Diyala – Um Laboratório de Guerra Civil?”, de  Max Fuller, membro do Conselho Consultivo do Tribunal de Bruxelas, 20 de Junho de 2006), que pode ser encontrado na íntegra em: http://www.brusselstribunal.org/ Ligação externa
 
Resumo e tradução do inglês: ComRed TMI-AP (MR)
Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores; as opiniões neles expressas não coincidem forçosamente com as do TMI-AP.