Realizou-se no Porto (na Cooperativa Unicepe), na sexta-feira 21 de Julho, uma sessão promovida pelo núcleo do TMI-AP naquela cidade, preenchida pela projecção do documentário
Faluja: o massacre escondido, de Sigfrido Ranucci (Rai News) e pelo subsequente debate. Cerca de 50 pessoas encheram completamente a sala. A sessão foi apresentada por Paulo Esperança, do TMI-Porto, e o debate foi lançado pelos dois comentadores convidados Rui Pereira (jornalista) e José Mário Branco (músico, do TMI).Como sempre vem acontecendo, as terríveis imagens do filme (legendado em português) impressionaram fortemente as pessoas e suscitaram um vivo repúdio, não só dos métodos criminosos utilizados pelos EUA no Iraque, mas também da barbárie imperialista em geral. Claro que não pôde deixar de ser referida a situação actual, no Líbano e na Palestina, onde - com métodos e consequências humanitárias idênticos - o Estado expansionista e segregacionista de Israel demonstra fazer parte integrante da estratégia imperialista no Médio Oriente. Vários intervenientes afirmaram que a luta dos povos do Médio Oriente está estreitamente relacionada com a luta mais geral contra os ataques desbragados do neoliberalismo às condições de trabalho e de vida dos trabalhadores, nomeadamente dos portugueses.
Três semanas antes, em 29 de Junho, o Tribunal-Iraque já realizara em Lisboa, com o apoio da Associação Abril, outra sessão pública com projecção do mesmo documentário. Depois do visionamento do filme, decorreu um debate para que foram convidados os coronéis Vasco Lourenço e Mário Tomé e o dr. Jorge Figueiredo, editor do site resistir.info. As mais de três dezenas de pessoas presentes discutiram com interesse os dados chocantes revelados pelo documentário, as perspectivas de evolução da situação no Iraque e as implicações que tudo isso tem na situação mundial. Foi criticada a continuidade da política do actual governo português em relação à dos anteriores executivos que apoiaram a agressão. Vários dos presentes salientaram a importância do esclarecimento público, em sessões deste tipo, acerca dos factos que ocorrem no Iraque a fim de despertar na população portuguesa a oposição à guerra e à participação de tropas portuguesas em cenários de conflito, ao arrasto da política norte-americana.