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24 de Junho de 2006 aaraujo, Daily Kos “Uma recente investigação do Departamento da Defesa [dos EUA] identificou numerosos abusos, alguns deles generalizados, cometidos por empresas que, por conta do Departamento da Defesa, contratam e subcontratam mão de obra de países terceiros para o Iraque. Alguns desses abusos indicam existir tráfico de pessoas…” 
| 22 de Junho de 2006 Dahr Jamail, Ali Fadhil Interlocutores em Bagdade do Instituto de Informação para a Guerra e a Paz (IIGP), com sede em Londres, informaram recentemente sobre a utilização de atiradores furtivos pelo exército dos EUA em Ramadi: "Calcula-se que 70% da população da cidade fugiu na última semana, muitos deles levando bandeiras brancas com medo de serem alvejados pelos atiradores furtivos dos marines". O correspondente da IPS em Ramadi também foi testemunha dos disparos de atiradores furtivos contra civis na cidade. 
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20 de Junho de 2006 Max Fuller, ComRed TMI-AP No meio de um agudo conflito como o que tem lugar entre a Ocupação e a Resistência, poderia ser possível concluir que uma “guerra civil sectária” está em curso. Esta parece ser a definição preferida para os meios de informação ocidentais instalados. O que parece mais certo é que está em curso um processo planeado para fracturar o país segundo linhas étnico-confessionais. 
| 15 de Junho de 2006 CEOSI, ComRed TMI-AP A Conferência de Reitores das Universidades Públicas de Madrid (CRUMA), reunida em 12 de Junho passado, adoptou uma clara condenação da violência no Iraque e dos assassinatos selectivos de que vêm sendo alvo os seus docentes universitários. A declaração oficial é subscrita pelos reitores das universidades Autónoma, Complutense, Alcalá de Henares, Politécnica, Carlos III e Rey Juan Carlos I. O TMI-AP congratula-se com esta importante tomada de posição e felicita os companheiros da CEOSI pelo seu excelente trabalho junto das instituições universitárias espanholas. É urgente que também nas universidades portuguesas se tome consciência destes factos e se tenha a coragem de fazer pressão sobre os responsáveis políticos.
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14 de Junho de 2006 Abdul Albayaty, ComRed TMI-AP O escritor iraquiano exilado Abdul Albayaty informa-nos que o bairro de Al- Adhamyia, em Bagdade, onde ele próprio nasceu e cresceu, está cercado desde esta madrugada. Os EUA e o governo fantoche preparam-se, concentrando 75.000 soldados e polícias para o efeito, para “reocupar Bagdade”, num tácito reconhecimento de que nunca ocuparam realmente esta cidade de 6 milhões de habitantes. Albayaty lança um apelo urgente para que se divulgue e denuncie esta perspectiva de mais mortos inocentes, de mais presos, de mais torturas e de mais destruição.
| 10 de Junho de 2006 UPI Atrasos nos salários, alimentação imprópria e condições de vida degradadas estão a afastar do exército, todos os meses, centenas de soldados iraquianos. As deserções são um problema grave na província de Al-Anbar, que é a zona mais forte da resistência. 
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8 de Junho de 2006 CEOSI (Espanha) O corpo foi encontrado no dia seguinte, crivado de balas e com sinais de ter sido cruelmente torturado, inclusive com um berbequim, prática habitual dos “esquadrões da morte” para-policiais. 
| 8 de Junho de 2006 Dan Murphy Os médicos e os funcionários do ministério da Saúde demonstraram uma grande dedicação para preservar e melhorar a vida dos seus concidadãos, trabalhando com recursos limitados e sob a ameaça de serem assassinados. Mas o próprio ministério, situado como está junto da principal morgue da cidade para as vítimas de assassinatos, é agora a sede de rituais diários de dor profunda e de intimidação. Os sunitas que tentam recuperar os corpos dos seus familiares na morgue são, eles próprios, sequestrados e assassinados pelas milícias que trabalham nesse mesmo lugar. Os residentes em Bagdade que entrevistamos queixam-se de que lhes é exigido um suborno de 100 dólares para reclamar um corpo a que queiram dar sepultura. 
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2 de Junho de 2006 CEOSI (Espanha) Jasim Fiadh al-Shammari, professor de Psicologia da Faculdade de Letras da Universidade Al-Mustansiriya, de Bagdade, foi assassinado nas proximidades do campus no passado dia 23 de Maio. 
| 2 de Junho de 2006 ComRed TMI-AP (MR) “Uma guerra lançada para apagar a cultura e o futuro do Iraque” – foi sob esta ideia que decorreu o seminário realizado em Madrid, em 22 e 23 de Abril, acerca do assassinato de professores e profissionais de saúde iraquianos. O encontro foi promovido por organizações ligadas à iniciativa do Tribunal Mundial sobre o Iraque, à cabeça das quais esteve o CEOSI (Campanha Espanhola contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque). Teve o apoio da Universidade Autónoma de Madrid e da Biblioteca Nacional e contou com a intervenção de diversos professores universitários de Espanha. De relevo, a presença e os testemunhos prestados por quatro cidadãos iraquianos, três dos quais vindos do Iraque. O TMI-AP também esteve presente. 
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13 de Maio de 2006 ComRed TMI-AP (MR) Um relatório noticioso da televisão israelita (canal 1) revela que uma cidade palestiniana, com cerca de 400 construções, ruas estreitas e até um minarete, foi construída no deserto do Neguev para uso das tropas israelitas e norte-americanas – para exercícios de combate casa-a-casa nas comunidades urbanas palestinianas e iraquianas. Uma cidade para as tropas treinarem a liquidação de palestinianos. O comentário, a que o dr. António Louçã acrescenta dados importantes, refere-se principalmente à Palestina, mas o paralelo com o Iraque é óbvio. 
| 11 de Maio de 2006 ComRed TMI-AP (JMB), Iraq Solidaridad (Espanha) Mais três professores universitários foram selectivamente assassinados no Iraque, desta vez em Bagdade, em Bassorá e, pela primeira vez, em Kerbala. Informação confirmada por Professor Carlos Varea, coordenador da CEOSI, em sessão realizada no passado dia 10 na Faculdade de Letras de Lisboa. Sobe assim para 176 o número de assassinatos de docentes universitários confirmados e documentados pela CEOSI. 
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2 de Maio de 2006 ComRed TMI-AP (MR) Um comício em Lisboa, concentrações de rua em Lisboa e no Porto, concertos de música iraquiana em Almada e Porto marcaram uma semana de iniciativas (entre 9 e 20 de Março) que assinalaram os 3 anos da ocupação do Iraque e os 3 anos da resistência. Foram mais de 60 as organizações que promoveram os eventos (ver ligação " 18 de Março", na coluna à direita), conseguindo, pela conjugação de esforços e de meios, diversificar as realizações e, facto assinalável, trazer nosso país um dirigente da resistência e um quarteto de músicos iraquianos. Tratou-se de um importante contributo, não apenas para vincar devidamente o repúdio pelos três anos de barbárie (que as autoridades portuguesas apoiaram e hoje ainda consentem), mas também para manter vivo e reactivar o movimento de protesto contra a guerra. 
| Bom exemplo para os nossos arautos da guerra"Cometi um erro terrível"Editorialista do "Independent" lamenta ter apoiado a invasão do Iraque 29 de Abril de 2006 ComRed TMI-AP (FMR/JMB) “Passados três anos e pelo menos 150.000 cadáveres, ainda podemos, nós que apoiámos o derrube de Saddam Hussein para bem dos iraquianos, afirmar que valeu a pena?” – interroga no Independent de 20 de Março o editorialista Johann Hari, para responder: “Quando me perguntam se acho que tive razão, digo que cometi um erro terrível”. Um texto que deveria dar que pensar aos Luís Delgado, José Manuel Fernandes, Ribeiro Ferreira, Pacheco Pereira – isto admitindo que eles ainda teriam algum resto de consciência. 
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20 de Abril de 2006 ComRed TMI-AP (MR) A administração Bush intensifica os planos para bombardear o Irão e considera seriamente a opção de usar armas nucleares para atacar alvos subterrâneos. A confirmar-se, o ataque seria mais uma grave violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. E o uso de armas nucleares, um crime que poria fim ao tabu até agora mantido desde os bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui pelos EUA em 1945. 
| 5 de Abril de 2006 UNESCOPRESS, ComRed TMI-AP O director-geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura, condenou hoje a campanha de violência organizada contra os universitários e intelectuais iraquianos e apelou à solidariedade e à mobilização internacionais a favor da educação e dos educadores daquele país. Entretanto, em 22 e 23 de Abril próximos, realiza-se em Madrid, por iniciativa da CEOSI, do Brussels Tribunal e do IAC, e com o apoio do TMI-AP, um seminário internacional para analizar esta situação e promover novas formas de denúncia e de solidariedade. Mais vale tarde do que nunca: um organismo das Nações Unidas vem agora dar eco à denúncia que vem sendo feita, há mais de um ano, pela campanha “Salvar os universitários iraquianos”. Mas estranha-se que não se lhe refira, nem tão pouco tenha decidido apoiá-la. 
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2 de Abril de 2006 Riverbend, Bahdad burning (*) Ou “kithbet nisan”, como se diz em árabe. Se o actual governo iraquiano tivesse de escolher um QUALQUER dia do ano para ser o seu Dia, não arranjaria melhor do que o dia 1 de Abril. 
| 31 de Março de 2006 ComRed TMI-AP (FMR/JMB), Le Monde O jornal Le Monde dá-nos a conhecer o testemunho de George Packer, jornalista que vive no Iraque e que começou por concordar com a invasão. Os invasores dizem-nos que foram "libertar o país da ditadura de Saddam", mas a verdade é outra. 
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14 de Março de 2006 ComRed TMI-AP Foi um caloroso encontro onde, enquanto activistas anti-guerra, certamente recebemos mais força do que demos. Al-Kubaysi terminou agradecendo a hospitalidade e o apoio dos portugueses, e pronunciou palavras que traduzem o alcance mundial que tem a luta da resistência iraquiana: "Depois de expulsarmos e castigarmos os Estados Unidos, qualquer pequeno país do mundo poderá levantar a cabeça contra o imperialismo, com a certeza de que ele não é invencível, e poderemos lutar por uma paz duradoira e justa entre todos os povos do mundo". 
| 2 de Março de 2006 Robert Fisk, entrevista televisiva por Tony Jones O Iraque não é uma sociedade sectária, é sim uma sociedade tribal. Há casamentos cruzados. Chiitas e sunitas casam uns com os outros. Mas o que é certo é que, neste momento, alguém está a tentar provocar uma guerra civil no Iraque. Alguém quer uma guerra civil. Há umas milícias e uns esquadrões da morte que querem a guerra civil. Nunca houve guerra civil no Iraque. O que eu me pergunto é: quem é que está a tentar provocar uma guerra civil? Agora os americanos dizem que é a Al-Qaeda, que são os insurrectos sunitas. Mas são os esquadrões da morte. Muitos desses esquadrões da morte trabalham para o Ministério do Interior. Quem dirige o Ministério do Interior em Bagdade? Quem financia o Ministério do Interior? Quem paga aos milícias que formam os esquadrões da morte? Somos nós, as autoridades de ocupação. 
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