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14 de Outubro de 2011 Tribunal Iraque O agravamento da crise mundial do capitalismo degrada as condições de vida das populações trabalhadoras e aumenta as guerras de agressão. A decadência económica do Ocidente imperialista leva as grandes potências a acentuar a espoliação dos países mais fracos, e a recorrer por sistema à violência militar para usurpar recursos ou para dominar povos que se batem pela independência. A NATO, o mais vasto e poderoso aparelho militar de hoje, junta os interesses das duas maiores potências ocidentais: os EUA e a UE. Esta aliança criminosa está presente em todos os principais conflitos da actualidade: Afeganistão, Iraque e Líbia. Foi também o instrumento para o desmembramento da Jugoslávia, o ataque à Sérvia e a ocupação do Kosovo. As mesmas forças apoiam o Estado racista e militarista de Israel e bloqueiam a independência da Palestina.

| 4 de Março de 2011 WSIUI O Iraque tem vindo a assistir a protestos e manifestações por todo o país há várias semanas, incluindo vilas e cidades onde no passado não se realizavam protestos. A voz dos manifestantes é a voz da liberdade e da dignidade do povo iraquiano. É a voz das corajosas mulheres iraquianas, que lutam duramente para recuperar as suas conquistas históricas e o seu papel na liderança da luta do povo iraquiano pela liberdade, igualdade e auto determinação. 
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26 de Setembro de 2010 A recente retirada do grosso das tropas norte-americanas do Iraque deve ser vista por dois lados: a situação do Iraque e a situação no Afeganistão. De facto as duas guerras estão estreitamente relacionadas, tanto por serem ambas made in USA, como pelo facto (é bom não esquecer) de Obama ter feito do Afeganistão a sua “guerra justa”. A questão do Iraque não fica resolvida com esta retirada. Desde logo, porque continuam no território 50 mil tropas, com funções de garantir a permanência do governo fantoche e servir de força de recurso se as coisas descambarem. Depois, porque o rasto de destruição e de crimes cometidos nos mais de sete anos de guerra não se apaga – e as indemnizações que são devidas pelos EUA não podem passar à história. Depois ainda, porque o Iraque não voltou a ser um país independente e soberano. E finalmente porque, enquanto os EUA teimarem em excluir as forças da Resistência Iraquiana de uma solução política, o país não terá sossego.

| 26 de Maio de 2010 As correntes democráticas anti-ocupação estão a convergir lentamente mas de forma segura. Desde que em 2007 se criaram as quatro frentes em torno das quais se aglutinaram a maioria dos grupos combatentes, a coordenação entre eles avançou, se bem que ainda sem unificação militar. Depois do final de uma primeira fase de confrontação militar contra os ocupantes, os representantes políticos e civis da resistência mantêm um diálogo sobre um programa e uma estratégia comuns, tendo em conta a necessidade de ter um interlocutor unitário tanto no Iraque como no exterior, um objectivo essencial para o futuro do Iraque, com o propósito de encontrar uma solução democrática e que resolva a crise criada no país pela invasão. 
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6 de Abril de 2010 Manuel Raposo A política de guerra dos EUA teve um único êxito no Iraque: conseguiu destruir o país. Este dado é incontornável. Os resultados da invasão e da ocupação têm de ser medidos por estes efeitos e não por quaisquer propósitos anunciados. A democratização do Iraque é uma frase inteiramente vazia. O Iraque não tem um regime político minimamente estável, nem perspectivas disso. O poder é exercido por um conjunto de grupos sectários, inteiramente corrompidos, que só se sustentam com o roubo de recursos e com o apoio militar dos EUA, por um lado; e por outro lado (ironias da geoestratégia) do Irão, que ganhou protagonismo regional ocupando parte do vazio criado com a destruição pelos EUA do estado iraquiano.

| 6 de Março de 2010 De acordo com estimativas de prestigiadas instituições internacionais, a dominação do país já deve ter custado mais de um milhão de mortos. Segundo as Nações Unidas, em 2005 e 2006, os esquadrões da morte com ligações às novas autoridades iraquianas, e assim, directa ou indirectamente, com as forças de ocupação, assassinaram cerca de 100 iraquianos por dia. Oficialmente, os EUA ou as novas autoridades, mantêm detidos 40.000 iraquianos. O terror e a repressão são responsáveis pelo maior êxodo da história recente: segundo a ONU, desde o início da ocupação quase 5 milhões de iraquianos passaram a deslocados internos ou a refugiados no exterior. O Iraque é o país do mundo com maior número de pessoas que tiveram de abandonar as suas casas, um total de 16% da população, a mais alta percentagem do mundo. Para estes iraquianos o regresso às suas casas é inviável.

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12 de Fevereiro de 2010 O exército dos EUA no Iraque libertou esta quarta feira Ibrahim Jassam Mohammed,um jornalista independente iraquiano que trabalha para a Reuters, após o terem mantido em prisão durante 17 meses, sem acusação. Em Setembro de 2008, militares dos EUA e das forças irquianas invadiram a casa de Ibrahim Jassam Mohammed, de 33 anos de idade, fotógrafo e operador de câmara ao serviço da Reuters, situada Mahmudiya, a sul de Baghdad. Na altura levaram-lhe os computadores e máquinas fotográficas. Dois meses mais tarde um tribunal iraquiano ordenou a sua libertação, ordem que o exército dos EUA não acatou alegando que o fotógrafo ´era uma ameaça à segurança do Iraque e das forças da coligação´. Nunca foi apresentada uma acusação contra ele em tribunal. Diversos jornalistas que trabalham para agências noticiosas extrangeiras, incluindo AFP, já foram presos e mantidos em prisão, sem acusação, pelo exército dos EUA no Iraque. 
| 3 de Setembro de 2009 A 2 de Setembro de 2008, tropas dos EUA e iraquianas invadiram a casa de Ibrahim Jassam, foto-jornalista a trabalhar para a Reuters, no Iraque. Levaram-no vendado e algemado, mais o seu computador e todas as máquinas fotográficas. Há 10 meses o tribunal do Iraque ordenou a sua libertação, por falta de qualquer acusação, mas o exército dos EUA recusa-se a cumprir a ordem do tribunal e a libertá-lo, alegando razões de segurança. 
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23 de Março de 2009 Completaram-se em 20 de Março seis anos sobre a invasão do Iraque. O balanço não podia ser mais desastroso: destruição física do país, desarticulação de todas as estruturas sociais, níveis de desemprego nunca vistos, pobreza generalizada, seis milhões de refugiados e deslocados, mais de um milhão de mortos. Mas nestes seis anos consolidou-se, também, uma tenaz resistência patriótica, armada e não armada. A sua acção inviabilizou os planos de domínio do Iraque pelos EUA. E contribuiu – a par das resistências populares no Líbano, na Palestina e no Afeganistão – para conduzir a aventura militar do imperialismo norte-americano a um beco sem saída em toda a região, desde o Médio Oriente às fronteiras do Paquistão. 
| 19 de Janeiro de 2009 Abdelaziz Chaambi, Mohamed Bechari À violencia deve retorquir a justiça! Desde o funesto dia 27 de dezembro, cada dia que passa confirma esta evidência: a agressão israelita a Gaza é um crime de guerra. Os relatórios da ONU e os testemunhos vindos de Gaza são horrorosos. Debaixo dos nossos olhos, pela vontade de um governo demissionário desde Setembro de 2008,sob a acusação de corrupção, as nossas irmãs e irmãos de Gaza morrem sob os golpes cegos de um Estado que organiza o seu futuro através da criminalidade. O que espera os criminosos é a condenação pela Justiça. 
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27 de Março de 2008 Que manipulação maior poderá haver que a apresentação de “provas” sobre coisas que não existem? Pacheco Pereira, como todos os Pachecos Pereiras da altura, não quiseram ouvir as declarações que deitavam por terra essas "provas". Preferiram seguir a voz do dono Bush. Tinham escolhido o campo da guerra e portaram-se como seus propagandistas – e para isso manipularam eles mesmos, à sua escala, as provas existentes. Os que defenderam a guerra esforçam-se agora por parecer sérios ou por não serem tomados por idiotas úteis. O desgraçado processo que levou à destruição do Iraque, ao mais de um milhão de mortos, aos 5 milhões de refugiados e a tudo o que por lá se passa cai-lhes irrecusavelmente sobre os ombros na devida quota-parte. 
| 6 de Agosto de 2007 Recentes declarações do pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barak Obama - de ameaça ao Paquistão caso Musharaff não actue contra os «terroristas» - só vêm confirmar que existe uma continuidade, entre democratas e republicanos, na política imperial estadunidense. Em vez de apoiarem a maioria da opinião pública, contrária à guerra de ocupação do Iraque, os democratas demonstram mais uma vez (depois de no Congresso terem votado os créditos de guerra pedidos por Bush) que estão colados à política de guerra em curso. Ainda incapaz de marcar o rumo político, o movimento cívico anti-guerra não encontra eco na postura das democratas. As declarações de Obama correspondem à postura de quem se sente próximo do poder e parte integrante do poder. E não se evitará essa fatalidade enquanto a oposição à guerra não ganhar força e independência face a esse poder, seja o poder em exercício, seja o poder de reserva. 
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25 de Maio de 2007 A Amnistia Internacional, no seu relatório de 2007, e em termos invulgarmente duros, acusa o governo de Bush de “tratar o mundo como um grande campo de batalha” a pretexto da luta “antiterrorista”. E critica ainda a colaboração prestada à política norte-americana por “lideranças míopes e cobardes” e “líderes sem princípios” que encorajam, sustentam e instigam o medo - como o caso do silêncio incómodo das autoridades portuguesas acerca dos voos da CIA. Por outro lado, as esperanças que as eleições de final de 2006 representaram para maioria da população norte-americana – que deu a vitória à oposição – desvanecem-se, aprisionadas pelos entendimentos entre democratas e republicanos, contrários à promessa dos democratas de imporem uma data para a retirada das tropas dos EUA do Iraque. 
| 17 de Fevereiro de 2007 A condenação à morte de três resistentes iraquianas mostra que a execução de Saddam Hussein e outros membros do partido Baas não foram actos isolados. Como se não bastassem as execuções praticadas pelos esquadrões da morte, a clique governante iraquiana prepara o caminho para execuções ‘judicialmente sancionadas’ de todos os que se oponham ao seu regime e à ocupação norte-americana. É vital denunciar a condenação à morte das resistentes iraquianas. Importa repudiar mais esta barbaridade e compelir as autoridades iraquianas a revogar a sentença. 
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31 de Dezembro de 2006 Para o governo dos EUA, o enforcamento de Saddam Hussein foi "um marco na marcha do Iraque para a democracia", como fez saber o presidente Bush. Não espanta que o responsável pelo maior número de penas de morte consumadas no Texas, enquanto governador, se congratule com mais esta execução; mas que o presidente dos EUA associe o linchamento de Bagdad à "democratização" do Iraque diz tudo sobre os propósitos norte-americanos para o Iraque e para o Médio Oriente. (...) O sentido desta execução apressada é o de uma fuga para a frente no curso descontrolado que os acontecimentos vão tomando. Pesa sobre Bush e Blair um ambiente de derrota. (...) A condenação por parte do [actual] governo português da aplicação da pena de morte deixa intacta a cumplicidade activa dos governos de Durão Barroso e de Santana Lopes - e dá-lhe portanto continuidade, só que num contexto diferente. (...) Em Março próximo passam quatro anos sobre a invasão do Iraque. É de novo altura de a população portuguesa, em acção unitária, demonstrar que não aceita ser cúmplice da barbárie. 
| 13 de Novembro de 2006 É incontestável que a situação no Iraque esteve no centro das eleições intercalares norte-americanas de 7 de Novembro. Só isso, representa uma assinalável vitória da resistência iraquiana que, sem fazer campanha, marcou a agenda da disputa em solo norte-americano. Depois de terem ganho a iniciativa no plano militar, os iraquianos ganharam também a iniciativa no plano político. Este facto vai marcar o desenrolar dos acontecimentos daqui por diante. 
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20 de Outubro de 2006 Os números sobre a mortalidade no Iraque publicados pela revista médica britânica The Lancet são aterradores. Desde a invasão, morreram, a mais que o normal, 655 mil iraquianos, 91% dos quais de causas violentas. Tentar desmentir o que a The Lancet diz só pode constituir um exercício de contra-propaganda, sem outro propósito que não seja esconder da opinião pública a realidade tenebrosa em que o Iraque mergulhou com a invasão anglo-norte-americana. Mas foi precisamente este expediente de contra-propaganda que a grande imprensa internacional pôs em marcha quando noticiou os números da catástrofe. Os títulos do Washington Post (Nova Iorque) e do Guardian (Londres), assim como, entre nós, os do Diário de Notícias, ou das cadeias de TV punham à frente dos dados do estudo os desmentidos de Bush e de Blair, no que só pode ser entendido como uma operação orquestrada de propaganda de guerra 
| 20 de Agosto de 2006 Na hora da retirada das tropas israelitas do Líbano, o ministro Shimon Peres quis deixar a impressão de que a expedição militar fora um êxito. O líder sionista quer dar a impressão de que Israel ganhou a guerra. Mas todos os comentadores com um mínimo de objectividade dizem o contrário. Israel destruíu o Líbano, mas não atingiu os objectivos que pretendia. O revés israelita é também um revés para os EUA e para a Grã-Bretanha. Tornou-se visível o apoio aberto das potências invasoras do Iraque à expedição militar israelita - em armas, na propaganda e no jogo diplomático. A entrada em cena de Israel representou para os EUA e a GB a mobilização do maior exército da região, pago em dólares, para a grande campanha de colonização do Médio Oriente. O governo português - que não fez um gesto que pusesse em causa a política do seu antecessor quanto à agressão praticada contra o Iraque - voltou, em actos, a colaborar com os agressores. Não era difícil prever, já na altura, que o caso do Iraque não seria único; e que, se o crime, tal como a cumplicidade, ficassem impunes, isso constituiria convite à reincidência. O mesmo problema se coloca de novo, agora, com a entrada ostensiva de Israel nos planos da guerra "infinita". Mais premente, portanto, se torna exigir uma mudança na política portuguesa. 
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23 de Julho de 2006 "Isto é que é terrorismo, isto é que é terrorismo!" - repetia uma mulher portuguesa residente no Líbano, entrevistada pela TVI no telejornal do dia 16. A destruição de infraestruturas e a morte de tantas crianças e civis por todo o Líbano não são fruto de ataques "cirúrgicos". Aos poucos, vai-se desdobrando a lógica global, sem limites, sem lei, da "guerra infinita", dita "contra o terrorismo", da potência norte-americana. Como as organizações ligadas ao Tribunal Mundial sobre o Iraque têm sublinhado, é o Médio Oriente por inteiro que está sob a mira dos EUA. O ataque de Israel ao Líbano entronca, agora de forma aberta, na linha de actuação do imperialismo norte-americano e anuncia um agravamento da situação mundial. 
| 26 de Junho de 2006 O papel atribuído ao "estrangeiro" sempre constituiu um elemento-chave na propaganda dos colonizadores, na tentativa de diminuirem as capacidades e a legitimidade da resistência dos colonizados. E, bem assim, na tentativa de justificarem a sua própria presença em terra alheia. Mas as provas dadas pelos EUA sobre Al-Zarqaui valem tanto como as que foram apresentadas sobre as armas de destruição massiva. Perante o falhanço da sua política iraquiana, os EUA tinham de mostrar serviço. A liquidação de Al-Zarqaui cumpriu essa função. Mas o seu efeito vai ser tão efémero como o foi a prisão de Saddam Hussein, anunciada na altura como o princípio do fim da Resistência. 
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