À violencia deve retorquir a justiça!
Desde o funesto 27 de dezembro, cada dia que passa confirma esta evidência: a agressão israelita a Gaza é um crime de guerra. Os relatórios da ONU e os testemunhos vindos de Gaza são horrorosos. Debaixo dos nossos olhos, pela vontade de um governo demissionário, desde Setembro de 2008 sob a acusação de corrupção, as nossas irmãs e irmãos de Gaza morrem sob os golpes cegos de um Estado que organisa o seu futuro através da criminalidade. O que espera os criminosos é a condenação pela Justiça.
800 mortos em 10 dias de guerra ! Um dilúvio de fogo sobre as populações civis ! Já o bloqueio infligido aos Palestinianos de Gaza tinha sido feito em total violação do direito humanitário, o governo de Israel, em sobrevivência política, estrutura a campanha, para as suas eleições legislativas de Fevereiro de 2009, sob o martírio de mulheres e homens cujo único crime é de serem Palestinianos.
Berço da Humanidade a Palestina será a tumba dos criminosos.
Israel deverá devolver o que robou. Israel deverá pagar pelo que destruiu. Israel deverá ser julgado pelos mortos que, enquanto houver Humanidade, pesarão na sua consciência.
Não vos enganais. A Justiça constroe-se hoje. Assinando a nossa queixa junto do Tribunal Penal Internacional, vós não sois unicamente queixosos. Vos tornais-vos juízes,duma situação intolerável, juízes perante a Humanidade. Façam justiça às nossas irmãs e irmãos palestinianos, a quem Israel mal deixa tempo de enterrar os mortos !
A violência alimenta a guerra. Nós recusamo-nos à engrenagem fatal, na qual quer precipitar-nos este governo israelita, que esqueceu as bases de humanidade. Israel não conhece senão a guerra, que é o argumento dos poderosos. Nós contrapomos-lhe a justiça, que com toda a severidade, é o mais precioso dos ensinamentos legados pela civilização !
Governo criminoso, torna-te emfim corajoso ! Larga os teus helicópteros que disparam sobre as crianças ! Sai dos teus tanques que destroem as casas e as mesquitas ! Olha a realidade, constata os teus crimes, e apresenta-te diante dos teus juizes !
Abdelaziz Chaambi
Mohamed BECHARI
Tradução de Graça e José Figueiredo